7 de mar. de 2012

Avodah, hodayah, birkat kohanim


As três bençãos que encerram a tefillah são chamadas “bençãos de agradecimento” porque nela prevalece o tema do reconhecimento e da gratidão a Deus. Na realidade, das três bençãos, só a do meio desenvolve explicitamente o tema do agradecimento, enquanto as outras duas retomam o tema da invocação, pedindo a Deus respectivamente a restauração do culto do Templo e a realização do shalom, da paz.
Historicamente, estas três bençãos tiveram sua origem na liturgia do Templo, fato este que explica sua unidade e dinamismo. A primeira benção era um pedido de aceitação dos sacrifícios. Quando o Templo foi destruido no ano 70 d.C., ela foi modificada substancialmente, transformando-se em uma invocação, pedindo a Deus que aceitasse a oração da sinagoga e restaurasse o serviço sacerdotal. A segunda permaneceu uma prece de agradecimento, enquanto a terceira retoma e conclui a benção dos kohanim (“sacerdotes”) sobre o povo, no final dos sacrifícios das oferendas.
A primeira destas bençãos é chamada avodah (“serviço”), porque nela se pede a Deus o restabelecimento do culto divino em Jerusalém; a segunda é chamada hodayah (“agradecimento”) porque desenvolve o tema da gratidão pelos benefícios recebidos de Deus; finalmente a terceira é denominada birkat ha-shalom (“benção da paz”) porque suplica a Deus prosperidade e bem-estar. Já que em algumas ocasiões, esta última benção é precedida da benção sacerdotal , ela é também denominada birkat kohanim (“benção dos sacerdotes”).
Apesar de serem diferentes os temas desenvolvidos nas bençãos, a tradição hebraica gosta de definir todas as três como “bençãos de agradecimento”. O motivo é que todo sentimento de gratidão é necessariamente ligado ao atendimento da oração e ao dom da paz. Realmente só pode agradecer aquele a quem Deus escutou e inundou de paz. Assim sendo, a benção central é tida como o eixo de gravidade das três bençãos finais, cujo sentido é resumido e condensado no termo modim (da raiz yhd).
Os comentadores gostam de observar que este termo tem três significados principais. Modim, antes de mais nada, significa “prostrar-se”, “inclinar-se” (de onde a prescrição de fazer uma inclinação no início e no fim desta benção); em segundo lugar significa “reconhecer”, “confessar”; finalmente “ser grato”, “agradecer”. Uma vez que chegam ao final de sua tefillah, a comunidade repete o seu gesto de adoração, confissão e de agradecimento, a única tríplice atitude de toda oração verdadeira.


Pr Marcelo Oliveira

12 de fev. de 2012

Beleza para Mulheres


BELEZA PARA MULHERES

A beleza é um dos triunfos da mulher. Querer ser bela é inerente à feminilidade. Nestes dias em que a mulher anda reinando não apenas no lar, mas se projeta no cenário público, é bom que esteja apta para saber reinar com toda a sua pujança.

A Rainha Ester foi a mulher que impressionou pela sua beleza, não apenas ao rei, mas ao guarda das mulheres e a todos que a cercavam (Ester 2). A beleza de Ester não era superficial e nos fala de muito preparo. Foram doze meses de embelezamento.

A receita para este tratamento começa com:

LIMPEZA INTERIOR - Do coração procedem as fontes da vida -(Pv 4.20-27).
Dele é necessário retirar todas as manchas, cicatrizes de amargura, frustrações, toda a sujeira que esteja poluindo a alma. Jesus adverte que o mal vem de dentro - (Mc 7.14-23) e Jeremias fala dos enganos do coração (Jr 17.9), por isso faz-se necessário permitir um trabalho profundo do Espírito Santo para a remoção de tudo que possa comprometer a beleza do caráter do Cristão. O Salmo 139.23-24 nos conduz à confissão e quebrantamento pela ação do espírito.

ELIXIR DE REJUVENESCIMENTO - A mente exerce um grande poder sobre nós. Somos, realmente, aquilo que pensamos - belas ou feias, novas ou velhas. Paulo fala em transformação pela renovação da mente (Rm 12.2). Faz mais efeito que as operações plásticas que concertam ou pioram apenas o que é exterior. Encher a mente de pensamentos positivos (Fp 4.8) e preenchê-la com a Palavra de Deus (Cl 3.15). Aí se encontra o verdadeiro segredo da força da juventude.

ÓLEO PARA A CABEÇA - O óleo da união derramado sobre a cabeça de Arão (Sl 133) que nos leva a amar as pessoas, aceitá-las como são. Óleo que lubrifica os relacionamentos, fluindo como ingredientes para uma convivência saudável. Também o óleo da unção do Espírito que ungindo a cabeça, faz transbordar o coração (Sl 23.5).

BATOM PARA OS LÁBIOS - É o louvor. Salmo 34.1 nos recomenda a usá-lo constantemente. Evitemos palavras ferinas, negativas ou hábitos da murmuração. Enfeitar os lábios com palavras de louvor, de conforto, que levante os abatidos e glorifiquem ao nosso Rei (Sal 19.14).

MAQUIAGEM - Não há processo mais eficaz para embelezar a face do que a alegria. "O coração alegre aformoseia o rosto..." ( Pv 15.13 ).

BRILHO - O tempo que passamos com Deus dá brilho a vida. Que o diga Moisés (Ex 34.29). "Para ser bela pára um minuto diante do espelho, cinco minutos diante da sua alma e quinze minutos diante de deus" - Michel Quoist.

CREME PARA AS MÃOS - (Ec 9.10 e Pv 31.20) Mãos adornadas com o serviço ao próximo. Mãos que trabalham, mãos que constroem, mãos que ajudam, mãos que sustentam os debilitados.

CALÇADOS PARA OS PÉS - (Pv 4.26-27) - Pés que andam por caminhos direitos ( Is 52.7 ) - Pés formosos que levam boas notícias, as boas novas da salvação.

TRAJE - Alta costura do Atelier do senhor - (1Pe 3.3-4) apresenta o traje do espírito manso e suave. E é a única fórmula bíblica para conquistar o esposo para Cristo.

PERFUME - Mais precioso que o "Chanel 5 ", pois é da "grife" do Senhor - ( ( 2 Co 2.14-15 ) - O perfume de Cristo. É um pouco diferente das famosas essências francesas cujos frascos precisam ser bem lacrados para não exalar o aroma; neste, o "vaso de alabastro" ( a nossa casca grossa) tem que ser quebrado para perfumar o ambiente.

CONCLUSÃO: ETIQUETA SOCIAL - Aulas de etiqueta social não podem faltar ao tratamento de beleza, pois completam o trabalho realizado. Define-se apenas numa palavra AMOR. Sem ele nada tem valor. E com ele é possível nos apresentarmos com nobreza em qualquer ambiente. ( 1 Co 13.5 ) " O amor comporta-se bem e não busca vantagens próprias".

Autora Maria Jose de Oliveira Moriya


NEle autor da nossa fé

Marcos Serafim Silva