18 de ago de 2009

Romanos 11.33-36

Romanos 11.33-36
Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque d’Ele , e por meio d’Ele , e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a gloria eternamente.

Tendo exposto os vários pontos que fazem parte se seu argumento, agora Paulo responde de maneira lírica, como um cântico de louvor que atinge alturas correspondentes á profundidade que ele tinha feito soar em Romanos 9.2.3 – O trato de Deus com os judeus exibe uma inter-relação de sua majestade onde sua vontade soberana (d’Ele) , sua atividade soberana (por meio d’Ele) e sua gloria soberana (para Ele) são ricamente exibidas.
Finalmente, em uma enorme onda repentina de devoção Paulo atribui gloria para sempre, ao Deus que é a Fonte, o Sustentador, e o Alvo de todas as coisas.
O apostolo adora a soberania dos conselhos divinos, todas as coisas no céu e da terra, especialmente as que se relacionam com a nossa salvação, que correspondem a nossa paz, são todas d’Ele pela criação , por meio d’Ele pela providencia , para que finalmente sejam para Ele.
São de Deus como manancial e fonte de tudo; por meio de Cristo, para Deus como fim. Estas incluem todas as relações de Deus com suas criaturas; se todos somos d’Ele , todos seremos d’Ele e para Ele.
Tudo o que começa deve ter finalidade de ser para gloria de Deus; adoremo-lo especialmente quando falamos dos conselhos e das ações divinas. Os santos no céu nunca discutem, sempre louvam (Mattew Henry).

Profundidade - Termo usado no sentido inexaurível e não no sentido de mistério que não podemos alcançar os versículos 33 e 36 descrevem os atributos e propósitos numa doxologia apostólica.

1) Descrevem a riqueza de sua sabedoria e conhecimento
2) O judeu sem nada de justiça própria também pode confiar que Deus não faltara com sua promessa
3) Deus è a fonte
3.1) O veiculo (por meio d’Ele) ,
3.2) O fim (para Ele) de todas as cousas. (Bíblia Vida Nova)

Nós adoramos a Deus porque Deus nos criou para adorá-lo. Adoração está no centro da nossa existência; no coração da nossa razão de ser. Deus nos criou para ser sua imagem - uma imagem que refletiria sua glória. De fato, toda a criação foi trazida à existência para refletir a glória divina. O salmista nos diz que "os céus proclamam a glória de Deus; e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmos 19:1). O apóstolo Paulo na oração com que ele inicia a epístola aos Efésios mostra claramente que Deus nos criou para louvá-lo.

Adorar

Sãhãh (Hebraico) – adorar, prostrar-se, curvar-se.
Esta palavra é encontrada no hebraico no sentindo de curvar-se, ou inclinar-se, mas não no sentido geral de adorar.
O fato de que ocorre mais de 170 vezes na bíblia hebraica mostra algo do seu significado cultural.
Aparece pela primeira vez em Gn 18.2 –, onde lemos que Abraão inclinou-se em terra.
O ato de se curvar em homenagem é feito diante de um superior.
A palavra sãhãh é usada como termo comum para se referir a ir diante de Deus em adoração.
Às vezes esta junto com outro verbo hebraico que designa curvar-se fisicamente, seguido por adorar. (Dicionário Vine)

Adoração
Reverência e declaração de submissão a Deus; rituais ou cerimônias pelas quais se expressa reverência.

Salmos 96.6 - Glória e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário.
Salmos 96.7 - Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força.
Salmos 96.9 - Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.
Salmos 138 - EU te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.

1) Os patriarcas construindo e oferecendo sacrifícios
2) A seguir veio a Adoração no Tabernáculo e no templo, com seus sistemas completos e sacrifícios.
3) A adoração nas sinagogas começou diante do cativeiro
4) Da adoração cristã fazem parte:
4.1) Pregação
4.2) Leitura das escrituras, oração, louvor e ofertas, alem de batismos.
4.3) Santa ceia do Senhor.

Nos tempos veterotestamentários:

Abraão construiu altares do Senhor (Gn 12.8; 13.18) – Essa adoração a Deus não exigia nenhum ritual ou sacerdócio sofisticado.
Moises libertou os israelitas do cativeiro no Egito, lançou os fundamentos para os rituais históricos e a forma e os princípios da adoração israelita (Ex. 25.31; 35.40).
Após a conquista da terra Israel adotou praticas dos vários povos pagãos vizinhos, praticou idolatria.
Alguns ídolos eram colocados em pedestais e por vezes adornados ou envoltos de prata (Isaias 40.19). Erigiam-se templos e altares para deuses pagãos. Entretanto, essa idolatria era condenada por Deus e por seus mensageiros especiais.

Nos tempos neotestamentarios:

· A adoração neotestamentárias caracterizava-se pela alegria e pela ação de graças diante da redenção graciosa de Deus em Cristo. A adoração cristã primitiva enfocava a obra redentora do Pai na pessoa de Jesus.
A principio do culto de adoração eram conduzidos nas casas eram conduzidos nas casas. No entanto o apostolo Paulo disse que se considerava livre de toda a obrigação para com esses rituais e nunca forçou a guardá-los (Cl 2.16).

A três principais áreas na quais Deus manifesta sua natureza seu poder é mencionado aqui:
1) Criação (d’Ele)
2) Revelação (por meio d’Ele )
3) Redenção (para Ele)
O judaísmo ortodoxo observou que nesses mesmos termos permeiam toda bíblia e encontram expressão nas formas tradicionais de celebrar o shabat e as outras festividades judaicas.

Amén

Esta palavra instrui a congregação a ouvir a carta lida em voz alta para dizer Amem, em reposta ao – em concordância com o – louvor de Sha’ul a Deus (Comentário Judaico do Novo Testamento).


N’Ele , por Ele , por meio d’Ele , para Ele , gloria , pois , eternamente a Ele. Amem.