9 de mar de 2012

O ritual da Purificação


Texto base - Levíticos 8:14 Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado.

Introdução:
O sacrifício para a expiação dos pecados era feito uma faz por ano conforme a as ordenanças dadas por Deus em (Lv.16.11,34) o fato de Moises ter oferecido o sacrifício no processo de ordenação de Arão e seus filhos, indica a pecaminosidade de ambos. Arão e seus filhos teria que estar limpo de seus pecados para poder serem consagrados ao sacerdócio. Embora os ministros cristãos não precisem oferecer sacrifício de animais, pois o sangue de Jesus os purifica de todo pecado, todos devem reconhecer a sua natureza pecaminosa diariamente e pedir perdão a Deus.

Os preparativos para a ordenação:
A cerimônia de ordenação é um rito de de condição para outra. Nesse caso, Arão e seus filhos fizeram a transição da condição de leigos no âmbito comum para a condição de sacerdote no âmbito divino.

O lugar do sacrifício

O ritual foi feito na entrada da tenda da congregação, (Lv. 8.3-4) um local sagrado significativo onde à esfera divina e humana se encontravam. É por isso que o salmista Davi disse: guarda o teu pé quando entrares na casa do Senhor teu Deus.

A lavagem e as vestes

Moises lavou a Arão e seus filhos, aqui Moises é um tipo de Cristo, o lavar e símbolo de purificação, e Cristo derramou seu sangue na cruz do calvário para purificar-nos de nossos pecados. A lavagem era essencial para que pudessem atuar no âmbito divino, as vestes sacerdotais identificavam e mostravam quem era o sacerdote. O que nos dias de hoje esta difícil dizer quem e quem, o apostolo Pedro diz: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Há uma distinção entre os que servem e os que não servem, por isso que os sacerdotes eram separados. ( e por isso que você é separado)...

O ritual de purificação


Se há um ritual de purificação é porque há impureza resultante do comportamento humano. Essa é a primeira vez que o ritual de purificação é realizado usando o altar da tenda da congregação. Uma vez que tratava-se de um ato inaugural, e teve de ser realizado por Moises(Lv.8.15) mais uma vez Moises tipifica e dessa vez o próprio Deus, quando Adão e Eva pecaram Deus sacrifica dois animais para cobrir a vergonha do casal, nessa ocasião para um ato que se repetiria por outras vezes, Moises é quem o primeiro faz.
Não havia sacerdote e Moises serviu de mediador estendendo o perdão de Deus para Arão e seus Filho, Arão e seus filhos tocaram suas mãos na cabeça do animal( transferindo assim os seus pecado para o animal do sacrifício). E Moises imolou e tomou o sangue e com o dedo passou nos chifres do altar e derramou o sangue do animal sobre a base do altar e o purificou, e a carcaça do animal fez queimar fora do arraial.

Por que a não se aproveitou a carne do animal?


Somente o sangue poderia purificar, aquele animal foi sacrificado para expiação de pecados. Fora transferido para ele os pecados esse é um dos motivos que sua carcaça não servia e tinha que ser queimada fora do arraial.
1) O holocausto era um sacrifício que era consumido completamente. Nada dele se comia - o fogo o por inteiro.
2) As ofertas de manjares eram trazidos a um dos sacerdotes que levaram isto ao altar e lançaram uma "porção memorial" ao fogo e fazia o mesmo com o incenso.
3) As ofertas pacíficas, incluíram bolos sem levedura. Os sacerdotes comiam tudo, menos a porção comemorativa dos bolos.
4) A Oferta pela culpa era bem parecida com a oferta pelo pecado , mas a diferença principal era que a oferta pela culpa era uma oferta em dinheiro para pecados de ignorância relacionados à fraude. o sacrifício dele devia era ser igual à quantia levada, mais um quinto para o sacerdote e para o ofendido.

Moises pode ser considerado o primeiro a exercer o sacerdócio em seus ofícios dados por Deus a ele, mas Jesus o sumo sacerdote que se ofereceu em sacrifício vivo por nossos pecados e por nossas culpas. Abolindo assim a pratica de sacrifício de animal, assim podemos ir direto a Deus por meio de Jesus Cristo. I João 1.7 - Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.
I João 2.1-Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.


Autor - Pr. Gesanias de Oliveira

7 de mar de 2012

Avodah, hodayah, birkat kohanim


As três bençãos que encerram a tefillah são chamadas “bençãos de agradecimento” porque nela prevalece o tema do reconhecimento e da gratidão a Deus. Na realidade, das três bençãos, só a do meio desenvolve explicitamente o tema do agradecimento, enquanto as outras duas retomam o tema da invocação, pedindo a Deus respectivamente a restauração do culto do Templo e a realização do shalom, da paz.
Historicamente, estas três bençãos tiveram sua origem na liturgia do Templo, fato este que explica sua unidade e dinamismo. A primeira benção era um pedido de aceitação dos sacrifícios. Quando o Templo foi destruido no ano 70 d.C., ela foi modificada substancialmente, transformando-se em uma invocação, pedindo a Deus que aceitasse a oração da sinagoga e restaurasse o serviço sacerdotal. A segunda permaneceu uma prece de agradecimento, enquanto a terceira retoma e conclui a benção dos kohanim (“sacerdotes”) sobre o povo, no final dos sacrifícios das oferendas.
A primeira destas bençãos é chamada avodah (“serviço”), porque nela se pede a Deus o restabelecimento do culto divino em Jerusalém; a segunda é chamada hodayah (“agradecimento”) porque desenvolve o tema da gratidão pelos benefícios recebidos de Deus; finalmente a terceira é denominada birkat ha-shalom (“benção da paz”) porque suplica a Deus prosperidade e bem-estar. Já que em algumas ocasiões, esta última benção é precedida da benção sacerdotal , ela é também denominada birkat kohanim (“benção dos sacerdotes”).
Apesar de serem diferentes os temas desenvolvidos nas bençãos, a tradição hebraica gosta de definir todas as três como “bençãos de agradecimento”. O motivo é que todo sentimento de gratidão é necessariamente ligado ao atendimento da oração e ao dom da paz. Realmente só pode agradecer aquele a quem Deus escutou e inundou de paz. Assim sendo, a benção central é tida como o eixo de gravidade das três bençãos finais, cujo sentido é resumido e condensado no termo modim (da raiz yhd).
Os comentadores gostam de observar que este termo tem três significados principais. Modim, antes de mais nada, significa “prostrar-se”, “inclinar-se” (de onde a prescrição de fazer uma inclinação no início e no fim desta benção); em segundo lugar significa “reconhecer”, “confessar”; finalmente “ser grato”, “agradecer”. Uma vez que chegam ao final de sua tefillah, a comunidade repete o seu gesto de adoração, confissão e de agradecimento, a única tríplice atitude de toda oração verdadeira.


Pr Marcelo Oliveira