27 de fev de 2013

Deus não faz acepção de pessoas


Texto: Romanos 3.27,28

Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé.
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.
É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,
Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.

Introdução:
O homem tende a se alto promover por suas origens ou por seus méritos e qualidades que a ele são atribuídas. No entanto, em vez de colocar a Cristo como sendo seu mentor e como seu ajudador ele se alto promove para conseguir seus objetivos. E sua religião como se pedestal para subir a custa dos outros.

Não há razão para ostentar orgulho
Os judeus se orgulhavam de sua nacionalidade, da lei e da circuncisão. Os gentios eram insolentes, arrogantes e gabavam-se de coisas como poderio militar ou suas filosofias. Os cristãos, por sua vez, não têm do que se orgulhar, pois a fé por meio da qual somos justificados não está baseada em méritos.  Além disso, a fé em Cristo está disponível a todos.

Por que não devemos colocar os nossos méritos como nossa base principal

1 – Porque Deus odeia a altivez de espírito 
·         Olhos altivos são olhos elevados, altos, arrogantes, orgulhosos e presunçosos. Deus sempre condena a arrogância dos homens, pois ela contraria a sabedoria divina. Provérbios 8:12-13 diz: "Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço." I
·         Isaías 2:1-5 profetiza sobre o estabelecimento da montanha da casa do Senhor, uma profecia claramente messiânica. No mesmo capítulo, ele mostra que Cristo viria contra a soberba e a arrogância dos homens (Isaías 2:12-17).
·         Um dos alvos na vida cristã é vencer a altivez. Paulo escreveu: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão" (2 Coríntios 10:4-6).

2 – Porque não somos auto-suficientes –

Porque Jesus disse: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (João 15.5)
Produção maior de fruto vem de um coração purificado pela palavra

·         Condições para sermos produtivos em  Deus:

A)     Permanecer (grego meno) – em relação vital e continuadamente com Cristo
B)    Receber a disciplina das palavras de Cristo – sendo elas aplicadas pelo Espírito Santo 
C)    Dependencia total para com Cristo na oração e comunhão   

·         Contraste de não ,  e conseqüência  permanecermos ou não na videira
Três classes de ramos:
A)     os que nada produzem
B)     os que produzem mais sem disciplinas
C)    os que produzem muitos frutos

O “Sem mim nada podeis fazer” quer dizer que por mais  que possamos fazer nossas escolhas, sem Ele, elas jamais se compararão com o que poderiam ter sido. Significa que com Cristo nossas escolhas são muito melhores, isto é, sem Mim nada podeis fazer..direito..corretamente.. legitimamente...observando todas as possibilidades..vendo o futuro... sem ser influenciado por motivações egoístas e passageiras, por modismos e padrões humanos e mundanos.É claro que o “Sem mim nada podeis fazer” não é aplicável a todos, mas somente aqueles que estão enxertados na videira, para os  ramos da videira, pois estes dependem da seiva da videira para sobreviverem. No entanto, o que tem de ramo querendo virar arvore independente não se conta.

 
3 – Porque o maior é sempre o menor
NAQUELA mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus?
Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. (Mateus 18.1-4)
Jesus usou a figura de uma criança. Criança não manda. Geralmente obedece. Obedece aos pais, aos avós, aos professores. Cumpre ordens. É com uma delas que Jesus compara o maior no reino dos céus. O maior não é o mandão. É o serviçal.
Além dessa lição de que o maior não é quem manda, mas quem obedece, há outras duas lições de Jesus. A segunda é que o maior no reino dos céus não é o forte, mas o fraco. Fisicamente, uma criança é mais fraca que um adulto, mas Jesus mostra que o maior não é forte, mas o fraco. Parece absurdo? Não. Lembre-se da palavra de Paulo: “Pois, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co 12.10). Quando somos fracos, a graça de Deus age. Quando nos julgamos fortes, não deixamos espaço para a graça. Porque graça é para fracos e pequenos. Deus até pode usar pessoas arrogantes, porque é soberano, e age como quer. Mas usa preferencialmente, como vemos na Bíblia, pessoas submissas, que se quebrantam.  Se você quer que Deus use sua vida, não sonhe com grandeza. Sonhe em ser um instrumento.
A  lição de Jesus é que o maior não é o independente, mas o dependente. Adultos se viram sozinhos, encontram soluções por si, e fazem o que julgam que devem fazer. Crianças são dependentes. Precisam da mãe para se arrumar e para se alimentar. Precisam dos adultos para seu sustento. O maior no reino é como a criança dependente. Dependente, sempre, de Deus, de sua graça e de seu poder. O maior é aquele que não confia na sua capacidade pessoal ou na sua rede de amigos. O maior não é aquele que se basta, mas aquele que necessita dos outros.

 

Não há razão para divisões raciais ou tribais
3.29,30- Deus não pertence a nossa tribo ou nossa denominação, pois a fé em Cristo tornou Deusacessível a todas as pessoas há somente um Deus e pai de todos. Os cristãos formam uma família e representam uma comunidade mais forte que qualquer tribo.


Por que não podemos fazer distinção de pessoas

1 – Pelo caráter de Deus -

·         Os versos que muitos se utilizam para argumentar que Deus ama a todos indistintamente, e por isso não faz acepção de pessoas são: "Porque, para Deus, não há acepção de pessoas" [Rm 2.11]; e, ainda: "Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas" [At 10.34]. Ora, isoladamente, os versos parecem corroborar o pensamento vigente entre os religiosos atuais, ao ponto em que não seria difícil chegar-se à conclusão universalista, a qual assevera que todos serão salvos, até mesmo o diabo e seus anjos, e o inferno é uma simples metáfora das contradições existentes na criação [1]. Esse seria o grand-finale de todo um pensamento confuso, ilusório e não-bíblico, se fosse verdade. Mas, felizmente, não é.

Assim, o que esses versos querem dizer?

·         No primeiro, Paulo nos mostra a imparcialidade de Deus. Explicando que ninguém pode se considerar inescusável diante dele, e apelar para a inocência por não conhecê-lo e a sua lei; visto a ignorância não ser argumento de defesa para o pecador, "porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados" [Rm 2.12].

·         No segundo caso, Pedro, após ser advertido por Deus em sonho para não preferir os judeus em detrimento dos gentios, na proclamação do Evangelho, reconheceu que ele devia ser apresentado a todas as criaturas, sem exceção. O que ele disse em "Deus não faz acepção de pessoas" foi confessar que as "boas novas" têm de ser levadas também aos gentios, e que não são exclusividade dos judeus, ao ponto dele crer que tanto esses como aqueles seriam salvos pela graça do Senhor [At 15.7-11]. A morte de Cristo na cruz devia ser anunciada entre todos os povos e nações, para que, assim, os eleitos fossem alcançados pela verdade, sem a qual todos estariam irremediavelmente condenados e proscritos ao fogo do inferno. Então, o que temos aqui é a proclamação do Evangelho para eleitos e réprobos, judeus e gentios, deixando claro que, nesse aspecto, o da pregação, Deus não faz também acepção de pessoas, e todas estão no mesmo nível de igualdade.

2 – Pelo exemplo e caráter  de Cristo
·         Em sua vida e ministério, Jesus revelou aceitação e interesse pelos mais diversos tipos de indivíduos, em especial os que sofriam discriminação e desprezo: os odiados publicanos, os impuros leprosos, os doentes e endemoniados, as multidões empobrecidas, a mulher adúltera, as viúvas, as crianças.
·         O Novo Testamento é claro ao afirmar que a morte de Cristo na cruz foi em favor de todos os tipos de pessoas. É por isso que, no dizer do apóstolo Paulo, a igreja é constituída de judeus, gregos, bárbaros, citas, escravos, livres, homens e mulheres (Gálatas 3.28; Colossenses 3.11).

3 – Pelo mandamento do amor
  • Tiago conclui afirmando que os crentes que fazem “acepção de pessoas” (2ª vez), ou seja, aqueles que são preconceituosos ou agem com parcialidade, cometem pecado e são transgressores da lei divina.
  • Nada pode justificar a desobediência da “lei régia”, isto é, o mandamento do amor: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Essa é a norma que deve nortear nossas ações para com os outros.
  • O amor pelas pessoas não significa que precisamos concordar com suas idéias, valores e comportamentos. Paulo lembra aos coríntios que alguns deles, antes de conhecerem a Cristo, tinham sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados e maldizentes (1 Coríntios 6.9s).
  • Tiago conclui com dois pensamentos importantes: (a) nossas palavras e nosso procedimento serão julgados pela lei da liberdade, ou seja, a lei do amor voluntário e espontâneo para com Deus e o semelhante. (b) Se não tratarmos os outros com misericórdia, não devemos esperar receber misericórdia.
  • A igreja primitiva produziu tanto impacto no mundo antigo por causa de sua mensagem e de seu estilo de vida revolucionários: o amor que perdoa, que busca reconciliação e elimina todas as barreiras indevidas entre as pessoas.
 Não precisamos esforçar-nos para cumprir a lei
3.31- Os judeus acreditavam que a fé proposta por Paulo anulava a lei. Paulo, porem responde: não de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
Isso é, a lei não é deixada de lado, mas colocada em seu devido lugar na justiça de Deus, pois Cristo  satisfaz plenamente as exigências da lei. Ao tornar-se mais parecidos com Cristo, o cristão automaticamente passa a obedecer à lei.

Por que devemos ter as características de Jesus Cristo
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2.2-11)

 
1 – Pela sua obediência - E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Cristo aceitou esvaziar-se de sua glória, aceitou vir habitar entre nós, como um de nós, por obediência.
Para Jesus a obediência a Deus estava acima de todas as coisas, inclusive acima de sua própria vontade, "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Mc 14, 36).
A obediência de Jesus Cristo possibilitou que o plano de salvação elaborado por Deus fosse colocado em prática, e que tudo acontecesse exatamente dentro do plano do Pai.

2 – Pela sua mansidão –
A verdade deve ser ensinada, sim, mas não de qualquer jeito. Paulo explica a postura que devemos ter ao corrigir uma outra pessoa: "Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade" (2 Timóteo 2:24-26). Nós temos que ter cautela a não afastar pessoas do Senhor em nossas tentativas para corrigi-las. É verdade que algumas pessoas precisam de maneiras mais fortes que outras: "Tenham compaixão daqueles que duvidam; a outros, salvem, arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericórdia com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne" (Judas 22-23). Jesus mostrou bastante ternura aos fracos, mas falou bem forte com os líderes religiosos que estavam cheios de orgulho. Vamos analisar nossa maneira de admoestar pessoas e tentar imitar nosso Senhor.

3 – Pela sua anulação -   Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

“A mão que segurava o universo recebeu o prego de um soldado. Por quê? Porque é isso que o amor faz. Ele coloca a pessoa amada à frente de si mesma.” (Max Lucado – Graça para o momento)

 A palavra forma refere-se à realidade subjacente e não apenas à aparência. A existência de Jesus em forma de Deus significa que ele é divino.
Essa figura de linguagem transmite a idéia de que alguma coisa almejável já era possuída.Jesus não estava tentando se tornar Deus e não se prendeu a privilégios que sempre forma dele.  
Não diz que Cristo tirou de si mesmo sua identidade como Deus.O significado da frase é que ele a si mesmo se humilhou, deixando a seu status celestial, não seu ser divino.A natureza de seu esvaziar-se a si mesmo é definida nas três vezes que seguem (“assumindo...tornando-se...reconhecido)

Servo – Isto é, um escravo. A linguagem expressa de forma vivaz a prontidão de Cristo para despojar-se de seu status tão elevado

Em semelhança aos homensCristo é verdadeiramente humano. “Semelhança significa mais que similaridade. Para que pudesse morrer , tinha que ser completamente humano.Ao mesmo tempo, Paulo faz distinção entre Cristo e outros seres humanos. Ao contrario desses , não tem pecado. E com respeito a sua natureza divina , permanece transcendente sobre a realidade criada , não pode deixar de ser um ser celestial mesmo em sua humilhação.

Em figura de homem – A aparência de Cristo como um homem não era ilusão. Ele se revelou através de sua completa e genuína natureza humana unida com sua natureza divina em uma pessoa , a qual é divina e humana.

A si mesmo se humilhou – A linguagem aqui é paralela à frase a si mesmo se esvaziou , cada ato ocorre pelo livre exercício da vontade pessoal de Cristo.   

Nele, que não faz acepção de pessoas.
                     
Pr. Marcos Serafim Silva

Consultas

http://ippaulistana.org.br/2012/03/04/sem-acepcao-de-pessoas/
http://www.isaltino.com.br/2012/04/o-maior-no-reino-dos-ceus/
http://www.estudosdabiblia.net/d116.htm
Bíblia de Estudo Shedd
Bíblia de Estudo Genebra
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo da Mulher
Bíblia de Estudo Dake