12 de mar de 2009

Doutrina da Cruz




“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota”.(João 16.17)
“Mas longe esteja de mim, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.(Gálatas 6.14)

Esta palavra não se encontra no Antigo Testamento, apesar de que a crucificação era praticada por vários povos da antiguidade.A palavra cruz é empregada por Jesus em sentido figurado (Mt. 10.38; 16.24).Pela narrativa do evangelho vê-se que a cruz era de madeira pesada, mas não tanto que não pudesse ser carregada um homem forte (Mt.27.32) Erguiam-na do chão antes ou depois que o paciente fosse a ela pregado.As cruzes eram de três feitios: a de Santo André tinha a forma de uma X, outra, a forma de um T e a terceira se assemelhava a espada romana + , a cruz de Cristo era talvez como os artistas a tem imaginado , a do terceiro tipo , que mais facilmente se prestava a receber a inscrição que Pilatos mandou por sobre a cabeça de Jesus.Naquele tempo e mesmo depois, a cruz era evidentemente a mais ignominiosa e que inspirava maior angustia, de modo que, ser condenado à cruz era incorrer no escárnio e na maior desonra publica.
A cruz se tornou o ponto central da Historia da humanidade, antes do calvário havia somente esperança, expectativa, ansiedade. Depois do Calvário, depois do Gólgota cruel, existe salvação e paz.
A palavra Calvário (aramaico Golgota) é o nome dado a uma colina que no tempo de Jesus Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém, onde Cristo foi crucificado. Calvaria em latim, Kraniou Topos no grego e Gûlgûlta em transliteração do aramaico, o termo significa Caveira por se assemelhar a um acidente geográfico parecido com um crânio.
Na opinião do apostolo Paulo, a fé girava em torno de dois centros – Calvário e o Pentecostes. O Calvário foi uma magnífica demonstração de amor sacrificial, mas sem a dinâmica liberada pelo Espírito Santos no pentecostes, não teriam vida espiritual.O pentecostes foi o complemento necessário para o Calvário. A descida do espírito Santo tornou real na experiência dos crentes aquilo que o calvário fizera possível.Entre muitas facetas da morte de Cristo, o apóstolo Paulo acentuou algumas:
1. Propiciação por nossos pecados: Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; (Rm 3:24, 25).
2. Livramento do pecado: O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.(Tito 2.14)
3. Consagração a Cristo: E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.(2Cor. 2.15).
4. Desligamento da presente era: O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai.(Gal.1:4)
5. A entronização de Cristo: Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.
O símbolo universal da fé cristã não é a manjedoura, mas a cruz. Qualquer pessoa que investigue o cristianismo pela primeira vez ficará impressionada pelo destaque extraordinário que os seguidores de Cristo dão às sua morte. No caso de todos os outros grandes líderes espirituais, a morte deles é lamentada como fator determinante do fim de suas carreiras. Não tem importância em si mesma; o que importa é a vida, o ensino e a inspiração do exemplo deles. Com Jesus, no entanto, é o contrário. Seu ensino e exemplo foram, na verdade, incomparáveis; mas, desde o princípio, seus seguidores enfatizaram sua morte. Vejamos seus três maiores apóstolos, Paulo, Pedro e João: Paulo: “pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (I Co 2.2) Pedro: “Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” (I Pe 3:18) João: “Nisto consiste o amor: não em nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e nos enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” ( I Jo 4:1).
Infelizmente hoje a teologia da Cruz é pregada por muitos poucos, nos nossos púlpito muitas vezes preferimos mensagem de auto-ajuda, teologia da prosperidade, teologia da confissão positiva, quebra de maldições e tantas outras mensagens sem qualquer resquício bíblico, porém o apostolo Paulo diz: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”. (1 Cor. 1.18).
Calvário a maior expressão do amor de Deus. (João 3.16)


Em Cristo, Sola Fide Marcos.

Obras consultadas: A Cruz de Cristo – Jonh Stott
Paulo, O líder – J. Oswald Sanders.
A Teologia da Cruz – Gesiel Nunes Gomes