22 de jan de 2012

Reflexão : Pergunto -me : Para que serve Deus?

Um Deus que não conhece o futuro, que não pode interferir em nada, vira um Deus manipulado e concebido pela mente filosófica e escabrosa do homem que finge entender quem é Deus, designar seus comandos, manipular sua mente, um Deus quase mortal se relacionando com o reles mortal homem que quer de todo modo entender uma mente no qual não está preparado para conhecer e nem imaginar a mente do Criador.
Para que ser Deus então? Se estiver preso a uma teologia mortal inventada pelo homem, diga-se de passagem, que seus dias são pouco com diz o salmista: - “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando”.
Em meu incauto pensamento imagino um Deus amarrado à concepção do que os homens fazem d’Ele quando questionam a sua onisciência, onipresença e onipotência, um Deus capacho comandado por uma teologia imprecisa, apresentado por alguns que se julgam egrégios, tentando provocar frisson em meio a conturbada ideologia (por parte de alguns) evangélica que ao invés de preocuparem-se com questões menos intrigantes gastam seus preciosos tempos em questão que não trarão edificação nenhuma, muito pelo contrario trarão confusão mental evangélica nos menos desavisados.
Para que ser um Deus que não pode intervir na historia, um Deus bibelô que somente enfeita as paginas sacrossanta da Bíblia Sagrada, um Deus que não pode saber do futuro, e que há de ser a historia humana e seus devaneios, então para que ser Deus? Um Deus que não pode intervir na natureza, na forma humana de viver, se é Ele que cria todas as coisas?
No texto de Jó 38, Deus questiona o que a mente humana, perguntas que a tal não pode decifrar tais como: “Onde estavas quando eu fundava a terra? Fazes-mo saber se tens inteligência? Mas na complexidade da mente humana que questiona tudo pode também questionar as perguntas para Jó neste texto, alguns que se acham os ícones da teologia e suas vãs interpretações acharão o texto não pertinente para respostas que definirão a grandiosidade e magnificência do Todo Poderoso quanto a sua sabedoria eterna.
Quem conhece o principio e o fim? Quem compreende a mente de Deus? A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? Diz o Santo. (Isaias 40.25).
Pergunto-me para que serve Deus? Se Ele está preso a vãs filosofias e teologias? Pergunto-me onde está Deus que não pode mover suas mãos? Homens que querem fazê-lo semelhante aos deuses do antigo testamento, um deus que tem braços, mas não pode movê-lo, que tem boca mais não pode abrí-la, um deus que tem pés, mas não pode andar um deus manipulado e semelhante a tantos deuses inventado e criado pela mente fértil do homem.
Pergunto-me então para que serve Deus? Se as escrituras dizem: “Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste”. (Sl 89.11).
Como não se importar com o que se criou? Não se importar com seus feitos e prodígios? E principalmente se importar com o dia-dia dos seres que criou e habitam o planeta? Haverá sempre uma mente para questionar sua grandeza e suas realizações.
Conclui-se que o deus que os homens criam é um deus infértil, improdutivo, incoerente com o que criou, impassível ao interferir no que os homens fazem? É lamentável que a mente humana creia em tantas argumentações anti-biblicas que se falam por ai.
Creio piamente que Deus intervém em todas as coisas, desde as mais efêmeras até as mais complexas.
Judas disse: “Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”.

Soli Deo Gloria

Marcos Serafim Silva

18 de jan de 2012

Construtores de Pontes

CONSTRUTORES DE PONTES (Oswaldo Jacob)

Para que servem as pontes? Elas são essenciais para a ligação entre os dois lados de um rio. Entre duas cidades, que permitem a passagem de pessoas. Onde não há pontes, a comunicação fica muito prejudicada. A ponte precisa ter muito boa base. Ser bem estruturada. O seu material precisa ser de boa qualidade e o cálculo estrutural precisa ser muito bem feito para que ela dure. Ponte é sinônimo de comunicação, comunhão, solidariedade, praticidade, facilidade, segurança e serviço. A ponte sobre um rio pode salvar uma vida.
Deus nos chamou, em Cristo Jesus, para sermos pontes a partir da nossa identificação com Ele na Sua morte e na Sua ressurreição. Por Sua graça, Ele nos vocacionou para estabelecermos comunhão, diálogo, harmonia e solidariedade. Sabemos que neste mundo há mais construtores de muros do que de pontes. Neste tempo, as pessoas têm se isolado. Cada um na sua casa. Na sua fortaleza bem murada, com fios elétricos e cachorros ferozes. As pessoas constroem muros porque se trancam em si mesmas. Elas têm medo de se expor. Estão voltadas apenas para os seus interesses mais diversos.
Jesus, na Sua obra na cruz, estabeleceu a comunhão. Comunhão no Seu sangue. A cruz é a ponte da reconciliação entre Deus e nós e nós e o nosso próximo. A ponte que custou a Sua própria vida. Como Ele, devemos ser construtores de pontes fortes, inabaláveis, cuja base é Ele mesmo, a Rocha eterna e inamovível. Fomos chamados de dentro para fora do mundo para sermos facilitadores da comunicação amorosa. Não podemos ficar trancados em nós mesmos, voltados para o nosso próprio umbigo, vivendo uma vida egoística.
A Igreja de Jesus necessita formar uma Escola de Construtores de pontes que ligam vidas de diferentes matizes. Comunicação amorosa, intensa e perseverante. As águas barrentas de um rio caudaloso, perigoso e mortal não levarão a ponte porque a sua base é Cristo, o Senhor. Construamos pontes de amor, justiça, verdade, serviço, louvor, alegria e comunhão. Que sejam traços da Comunidade dos salvos pelo sacrifício de Jesus na cruz. Ao construirmos pontes estamos contribuindo para a ligação amorosa entre pessoas. Estamos comunicando perdão. Nesta comunicação há relacionamentos saudáveis. As pessoas não se sentem solitárias, mas solidárias. Não buscam seus interesses, mas repartem. Compartilham o coração e o pão.
Que o Pai nos livre de sermos construtores de muros que separam as pessoas, mas edificadores de pontes que as unem, as entrelaçam e as ajudem na caminhada da graça. Que por onde quer que formos sejamos edificadores de pontes, de relacionamentos sinceros, constantes e abundantes neste mundo tão perverso, egoísta e narcisista. Saiamos por aí a disseminar o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Co 13.4-8). O amor que jamais acaba, pois este é a matéria prima essencial das pontes que fazem toda a diferença.

Fonte: Prazer da Palavra