28 de set de 2014

Até que todos bebam



Texto: Gênesis 24:19

Introdução
                                     

    Considerações gerais – tanto no hebraico como no grego temos que considerar apenas uma palavra. No grego é údor, um liquido composto de oxigênio e hidrogênio (H2O)  
A água é o líquido indispensável para manter a saúde e a beleza. Problemas como pele seca, cabelos fracos, inchaços, hipertensão e cálculos renais podem ser evitados com a ingestão de dois litros de água por dia. Além disso, a água é um forte aliado para quem deseja emagrecer, pois o seu consumo induz a sensação de saciedade. Segundo Gabriel Cairo Nunes, especialista e nutricionista esportivo da Clínica HealthMe Gerenciamento de Perda de Peso (SP), beber água contribui para o bom funcionamento do organismo, atuando de maneira completa em todas as áreas do corpo: “Isso não só ajuda a manter a pele saudável como também influencia na formação de ácidos graxos, responsável pela manutenção e lubrificação da pele, protegendo-a da evaporação excessiva de água e de outros micro-organismos, além de construir uma barreira de proteção contra os agentes externos”
A água na teologia bíblica tem dois aspectos que parecem contraditórios: um é vida, bênção, sinal da presença de Deus, imagem da pessoa que se deixa conduzir por Deus e por sua  graça. O outro é  caos, morte, destruição e  ausência de  Deus. Apesar  de parecerem contrários, os dois decorrem da experiência vital do povo de Israel. Você é alguém? Se for, então se aproxime do poço. Você está qualificado para sua água.
Beber representa uma recepção para a qual nenhuma aptidão é requerida. Um louco, um ladrão, uma prostituta pode beber; e tal pecaminosidade de caráter não é empecilho para o convite ao crente em Jesus. Não precisamos de taça de ouro, nem de cálice adornado, no qual transportar a água para o sedento; a boca da pobreza é convidada a inclinar-se e tomar goles da corrente que flui. Lábios cheios de bolhas, leprosos, sujos podem tocar a corrente do amor divino; eles não podem poluí-la, mas eles serão purificados. Jesus é a fonte da esperança.
A Bíblia é aberta e fechada com a teologia da água.
A Bíblia faz mais de 300 referências sobre a água e outras 80 sobre a chuva.


1Água é fonte de vida 


Água é um elemento vital para a vida na terra. A água é um elemento composto por dois átomos de hidrogênio (H) e um de oxigênio (O), formando a molécula de H2O. É uma das substâncias mais abundantes em nosso planeta e pode ser encontrada em três estados físicos: sólido (geleiras), líquido (oceanos e rios), e gasoso (vapor d’água na atmosfera). Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontram-se coberta por agua. No entanto, menos de 3% deste volume é de água doce, cuja maior parte está concentrada em geleiras (geleiras polares e neves das montanhas), restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para as atividades humanas. A água está distribuída da seguinte forma no planeta Terra:
- 97,5% da disponibilidade da água do mundo estão nos oceanos, ou seja, água salgada.
- 2,5% de água doce e está distribuída da seguinte forma:
- 29,7% aquíferos;
- 68,9% calotas polares;
- 0,5% rios e lagos;
- 0,9% outros reservatórios (nuvens, vapor d’água etc.).
A falta de água no organismo pode causar desidratação, fadiga, cansaço, intestino irregular, câimbras, pressão sanguínea irregular, pele seca e problemas nos rins. 
O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992, sendo comemorado no dia 22 de março.
Não há como viver sem a água. Ela representa de 40% a 80% do peso total do ser humano, e funções vitais dos órgãos dependem dela para realizar-se plenamente.
Para suprir todas as necessidades do organismo é preciso tomar, em média, dois litros de água todos os dias. A nutricionista Camila Leonel da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) explica que, ao longo de 24 horas, perdemos aproximadamente dois litros de água por meio da transpiração, urina, respiração e outras atividades que mantêm as funções vitais. “O corpo não possui reservas ou condições para armazenamento de água. É essencial que a sua reposição seja diária para manter a saúde e as funções básicas do organismo. Em medidas caseiras, essa quantidade representa oito copos”.
“O que acontece com frequência é que muita gente espera ter sede para beber água. A sede é um sinal de alerta para a necessidade do corpo por água. Ela aparece quando a quantidade de líquidos no organismo já se encontra abaixo do nível desejado. Por isso, não espere a sede chegar e o seu corpo ficar com os níveis de água na reserva. Reabasteça seu organismo com frequência”, enfatiza Leonel.
Os indivíduos desidratados apresentam menor volume de sangue que o normal, o que acaba atrapalhando o funcionamento do coração. A falta de água pode causar fraqueza, tontura, dor de cabeça, fadiga e, se for muito prolongada, levar à morte.
Uma dica é: tenha sempre uma garrafa de água ao alcance das mãos, pois a reposição de líquidos deve ser frequente e independente da sensação de sede. Além disso, se dois litros de água lhe parecem demais, saiba que parte da ingestão diária pode ser suprida com outras fontes, como sucos, água de coco, leite, frutas, chás e sopas.
Se esses detalhes ainda não convenceram sobre a importância de beber rigorosamente a quantidade necessária de água por dia, aqui vão outros cinco benefícios da água:
* Regula a temperatura corporal - Durante os exercícios físicos ou quando o clima está muito quente, a água do organismo é liberada pela transpiração para regular a temperatura e evitar que nosso organismo esquente demais ou sofra alterações térmicas bruscas.
* Desintoxica o corpo - Ela auxilia na prevenção e no tratamento de infecção urinária, pois o líquido estimula as idas ao banheiro, o que ajuda a “limpar” o trato urinário. Em parceria com a ação das fibras alimentares, a água ajuda a formar e hidratar o bolo fecal, evitando que ele fique ressecado e, como consequência, cause constipação intestinal. Também auxilia na respiração, pois dilui o muco, o que facilita a expectoração de resíduos pulmonares.
*Absorção e transporte de nutrientes - A água auxilia na absorção de nutrientes e glicose. Além disso, o líquido ajuda no transporte dessas substâncias pela corrente sanguínea e na distribuição para as diversas partes do organismo.
* Emagrecimento - Além de reduzir a retenção de líquidos, pois coloca os rins para trabalhar, a água também traz sensação de saciedade. Assim, ingerir dois ou três copos antes da refeição ajuda a controlar o apetite. Sem contar que não tem nenhuma caloria.
* Pele bonita - Promove a revitalização das células e mucosas. Na pele, isso resulta em uma hidratação de dentro para fora. Portanto, ela constitui o método mais barato e eficaz para evitar o ressecamento e a descamação.
Para mais de 750 milhões de pessoas, a falta de água potável ainda é uma realidade, como no Distrito de Meatu, no norte da Tanzânia.
A água é símbolo em todas as culturas antigas de purificação, renascimento, fecundidade… A Criação está marcada por este símbolo, já que “o Espírito sobrevoava as águas” (Gen 1, 2)
Usada na limpeza física, a água serve também na purificação cultual (Ex 30,17s; Lv 16,4.24) e ritual (Nm 19,11-22). Para os tempos escatológicos Deus promete derramar sobre o povo águas purificadoras, acompanhadas de seu Espírito (Ex 36,25-27; Is 44,3; Zc 13,1s).

2 - Jesus é a fonte de água viva

 “Se alguém tem sede venha a mim e beba”.
O termo tehôm descreve uma fonte inesgotável de agua, ou por via de comparação poética, de benção. A palavra potizõ do grego dar de beber, fazer beber é empregado: no sentido material, ministrar aos que perecessem a Cristo e , assim, estão fazendo tanto quanto Ele mesmo.
Figurativamente, em referência ao ensino de uma característica elementar; ao regar espiritualmente pelo ensino da Palavra de Deus.      
A água penetra em lugares difíceis de outros elementos chegarem. Assim é Jesus, que penetra em lugares inatingíveis pelo homem, Jesus é a fonte de água viva, e pelo Espírito Santo penetra na necessidade do homem, que passa a ter vida, onde não nascia nada, quando nasce essa água, nasce vida.
Jesus apresenta-se como fonte inesgotável por algumas vezes: 

A mulher samaritana encontra-se com a fonte  


A passagem em João 4:10-26 é por vezes chamada de Discurso sobre a Água da Vida e estas referências no Evangelho de João são também interpretadas como sendo relacionadas à "Água da Vida" .
Nenhuma referencia à cidade de Samaria, que ficava muito distante, mas ao território dos samaritanos. Ela vinha equipada para tirar agua. Considerando que a aldeia de Sicar tinha agua, é possível que a caminhada solitária da mulher ao posto indique uma espécie de ostracismo imposto pelas outras mulheres da sociedade. Jesus interrompeu o silencio pedindo agua para beber. Era um pedido natural à vista do seu cansaço. É um lembrete pungente da humanidade de nosso Senhor.
Atendido ou não (a Ultima alternativa parece mais provável), o pedido introduziu a conversa. A partida dos discípulos foi providencial, pois a mulher não teria conversado com Jesus na presença deles. Duas coisas deixaram a mulher admirada: Jesus fizesse tal pedido a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer contato com mulheres em publico; e particularmente que ele falasse assim com alguém que era samaritano. Para explicar sua admiração, o escritor acrescenta a observação que os judeus não se associavam com os samaritanos. Isto não pode ser aceito em sentido absoluto, pois foi refutado pelo versículo 8. Mostra a indisposição que havia entre os dois grupos de pessoas. Os judeus desprezavam os samaritanos porque era um povo de sangue e religião misturados, apesar de possuírem o Pentateuco e professarem adorar o Deus de Israel. Um significado mais restrito foi proposto para as palavras da mulher.
Os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos. Isto se aplica a situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism, pág. 375-382).
Respondendo, Jesus afastou-se, sugerindo que a mulher tinha a necessidade mais profunda, que alguém podia a tender por meio do dom de Deus. Alguns em termos pessoais, referindo-se ao próprio Cristo, mas provavelmente seria melhor que o tornássemos equivalente a agua viva.                
 A água natural cria dependência. A água espiritual resolve a situação para sempre, Jo 4.13-14, “13 Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; 14, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna. Jesus estava neste texto conversando com a mulher samaritana”.
Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou perplexa, Jesus não tinha nenhum utensilio para tirar agua e o poço era fundo. No fundo estava a agua viva (corrente) alimentada por uma fonte. Este rabi estava pretendendo evocar o nome de Jacó só conseguiria com árduo trabalho? Ele realmente seria maior se conseguisse.
A agua do poço tinha que ser consumida ininterruptamente, mas a agua que Cristo fornece satisfaz de modo que a pessoa nunca mais terá sede. É assim que a vida eterna refrigera.   
A Bíblia diz que somos prisioneiros num poço sem água (Zc 9.11). Pense nisso, presos num poço sem água. Quanto tempo acha que pode viver uma pessoa sem beber água? Não muito. Podem-se viver muitos dias sem alimentos, mas sem água não.
E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
Três classes são convidadas a vir beber desta agua:
- Aqueles que ouvem
- Aqueles que têm sede
- Aqueles que vêm  
Jesus se apresenta como fonte de Agua Viva 

 Esse uso da agua é muito frequente nas escrituras. O Senhor chama a si mesmo de manancial de agua vivas (Jeremias 2:13 ; 17:13) E Jesus classificou-se também como tal (João 7.37-39) A agua prometida por Jesus representa a vida sobrenatural. Nessas imagens , Jesus dava continuação às do Antigo Testamento , onde bênçãos divinas (Salmos 1.3; 17;8 , 23.2), e ainda mais os bens messiânicos (Isaias 11:3-9; 32:2-20) são descritos em de aguas abundantes, ou em termos que transmitem vida e fertilidade . É natural representar o desejo pelas bênçãos divinas como uma sede ou anelo (Salmos 63:2 – 143-6). Em Provérbios 5.15 “beber da própria cisterna significa não ter relações com mulher alheia; Agua corrente é símbolo daquilo que passa e não volta mais (Jó 11:16). Idêntico sentido tem a  metáfora da agua derramada que não pode ser mais recolhida. Nos períodos chuvosos ., os córregos podiam transbordar e ameaçar propriedades. Por isso as vezes simboliza um inimigo perigoso que se aproxima  
O termo Água da Vida é utilizado no contexto de água viva. 37: A festa dos tabernáculos constitui o pano de fundo para a aparição e o pronunciamento público de Jesus. Até o exílio era comemorada sempre no final do ano após a colheita (Êx 23.16). Depois do exílio passou a ser festejada entre os dias 15 a 21 de julho (Ez 45.25) e foi ampliada em mais um dia da tora (Lv 23.34 ss). O grande dia da festa em João 7.37 provavelmente é o sétimo e não o oitavo dia, posteriormente acrescido à festa. Levava o nome de o grande Hosana. Acreditava-se que neste dia ocorreria o juízo final e que neste mesmo dia Deus determinava todos os anos os dias de chuva do próximo inverno.
Os tabernáculos que deram nome à festa, provavelmente no princípio não passavam de choupanas em que os judeus moravam durante a colheita e onde festejavam após o trabalho. Depois da centralização do culto em Jerusalém, a festa dos tabernáculos se transformou numa das três grandes festas de peregrinação, quando então o povo confluía para o templo de Jerusalém. Também aí viviam em choças construídas com ramos, que agora associavam a uma lembrança salvífica, qual seja, que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito (Lv 23.43). Ainda segundo Josefo, a festa dos tabernáculos representava a festa maior e mais sagrada entre os judeus. Era uma festa onde se celebrava a alegria e onde se bebia o mosto da vindima do ano. Era a festa das libações. E na segunda noite circundavam em grande procissão, com tochas nas mãos, as cisternas de onde buscavam a água para o ritual das libações. Por sete dias se ofertava água no sacrifício da manhã no altar de holocaustos. Embora ninguém bebesse desta água, relacionava-se Isaías 12.3 com esta cerimônia: Vós com alegria tirareis água das fontes da salvação. Assim a oferta matinal de água mantinha viva a expectativa escatológica da salvação, segundo a qual, nos últimos dias, brotaria a fonte da água viva dentro do templo, abastecendo todo o mundo (Ez 47.1-12) e removendo o pecado e a impureza (Zc 13.1). O júbilo festivo explicava-se com o derramamento do Espírito Santo sobre os fiéis (veja Bultmann e Die Bibel und ihre Welt).
A aparição pública de Jesus no dia final desta festa tem sentido profético: No lugar da oferta de água característica para a festa dos tabernáculos, que era interpretada como representação simbólica da abundância de água nos tempos escatológicos e como antecipação do recebimento escatológico do Espírito, surge Jesus como o Doador da água viva, da água do Espírito (Bultmann, p. 230). Pois a fala de Jesus contém uma crítica profética violenta à festa, à medida que ele apresenta sua pessoa sobrepujando e substituindo-a (cf. 4.21-24). Que Jesus questiona a festa já se evidencia no momento em que se dirige àqueles que estão sedentos, como se houvesse uma situação de carestia, justamente quando Israel por sete dias seguidos se havia alegrado perante o Senhor (Lv 23.40). Mas Jesus contrapõe e sobrepõe a sua própria pessoa a este ritual solene.
O v. 38 interpreta a aproximação de Jesus e o ato de beber dos sedentos como manifestação de fé. Àquele que crê em Jesus se promete algo que ultrapassa de longe o simples saciar da sede. Quem estava sedento se transformou em alguém que tem condições de oferecer água aos outros: Do seu interior fluirão rios da água viva. Este tema de rios de água viva atravessa a Bíblia desde o rio do Éden que se repartia (Gn 2.10) até ao rio da água da vida que encontramos em Apocalipse 22.1. Mas é em João 7.38 que este mesmo tema assume um enfoque radicalmente antropológico: Dos homens que crêem em Jesus fluem rios de água viva. Mesmo que nesta versão o tema em parte perca em clareza, continua ainda compreensível seu conteúdo simbólico: o crente a quem Jesus dá água para beber torna-se, ele próprio, manancial de rios de água viva (cf. Jo 4.10). A fé nos liga àquele que dispõe de maneira criativa e livre sobre a vida (Jo 5.26; 10.17s) e guarda em si mesmo a vida (Jo 1.4): graças a este relacionamento podem emanar rios de água do fiel. O fiel não só tem condições de ceder aos outros tais qual uma cisterna cede um bem que possui em si mesmo, mas pode compartilhar com o outro algo imensamente maior, porque está imbuído da força que provém da origem da vida. Assim a dádiva salvífica de Jesus se reproduz no mundo, de maneira múltipla, através dos fiéis.
O v. 39 afirma que se trata de um acontecimento futuro, que se realizará através do derramamento do Espírito Santo, que os crentes receberão após a glorificação de Jesus. Com isso a nossa atenção se desloca da reunião festiva para a cruz, onde Jesus precisa completar ainda a sua obra. Sua exaltação na cruz e junto ao Pai representa a sua glorificação e como tal constitui o pré-requisito para a encarnação do Espírito nos seus discípulos. Assumirão o seu ministério (Jo 17.17; 20.21 s) e estarão autorizados a continuar suas obras, sim, até farão obras maiores do que ele fez (Jo 14.12). O Espírito ajusta a práxis dos discípulos à norma que o próprio Jesus terreno estabeleceu e concretizou quando deu a sua vida por nós: assim possibilita que nos doemos mutuamente em amor fraternal (Jo 15.12s; 1 Jo 3.16) e exerçamos um ministério cristão que corresponda ao exemplo vivo de Jesus (Jo 13.1ss). Através da referência codificada ao destino de Jesus, a promessa dada aos crentes de que deles emanarão rios da água viva adquire seu sentido preciso dentro da teologia da cruz.va, especificamente nas passagens do Apocalipse (Apocalipse 21:6 e Apocalipse 22:1), assim como no Evangelho de João. Nelas, o termo "Água da Vida" se refere ao Espírito Santo.

3 - Quem beber “da fonte da aguá da vida do seu interior fluirão rios de água viva”.


A última  expressão  da narrativa que descreve a eternidade e a comunhão com Deus é: “Quem tem sede, venha! Quem desejar receba gratuitamente da água da vida! (cf. Ap 22,17).
Todas as idades são bem vindas. Ambos os sexos são convidados. Nenhuma raça é excluída. Vilões. Malandros. Desonestos e ingênuos. Todos bem vindos. Você não precisa ser rico para beber, religioso para beber, bem sucedido para beber; você simplesmente precisa seguir as instruções do que – ou melhor, quem – beber. Ele. Para que Jesus faça o que a água faz, você precisa deixá-lo penetrar em seu coração. Fundo, bem fundo.
Incorpore-o. Ingira-o. Acolha-o bem nos trabalhos secretos de sua vida. Deixe Cristo ser a água de sua alma.
Tanto o Espirito e, como sua noiva, a igreja , estendem o convite a todo o mundo, para vir a Jesus e experimentar a alegria da salvação em Cristo.
Quando Jesus encontrou-se com a mulher samaritana ao lado do poço. Ele lhe contou a respeito da agua que podia lhe oferecer. Essa imagem é usada novamente quando Cristo convida todas as pessoas a vir a Ele e beber da agua da vida. As Boas Novas não tem limite em seu escopo – todas as pessoas, de todos os lugares poderão vir. A salvação não pode ser recebida como um pagamento por algo que façamos, mas Deus concede gratuitamente. Vivemos em um mundo desesperadamente sedento pela agua viva, e muitos estão morrendo desta sede. Mas ainda não e tarde demais. Convidemos pras vir e beber.   
 Há um sentido duplo no pensamento de que a igreja é “uma fonte de água que jorre para a vida eterna.” Primeiro, à medida que tomamos a água da palavra da Verdade e permitimos que faça sua obra de santificação, ela chega a ser uma parte de nosso ser. Isto ocorre tanto que a palavra da Verdade se demonstra ainda mais, “jorrando,” por nossas palavras, atos, e exemplos o um com o outro e com o mundo. Este processo de desenvolvimento, fielmente realizado, conduz-nos à “vida eterna.” Segundo, a igreja glorificada, no futuro reino de Cristo, dará esta mesma água da Verdade a toda a humanidade. Todos os que têm “sede” (Veja-se Apoc. 22:17) por ela, e são santificados por ela, serão conduzidos então à “vida eterna” aqui na terra.
A eternidade é figurada pela cidade de Deus, na qual corre um grande rio. João  vê o  céu aberto e ouve um rumor de muitas águas, como harpistas que dedilham suas harpas (cf. Ap 14,2).
O  louvor de toda a humanidade a  Deus é  como  o  rumor de águas caudalosas (cf. Ap 19,6). No novo céu e na nova terra, a cidade de Deus é banhada por um rio de água viva e quem tem sede será por Deus saciado com a água da vida (cf. Ap 21 6. 22,1). A última expressão da narrativa que descreve a eternidade e a comunhão com Deus é: “Quem tem sede, venha! Quem desejar receba gratuitamente da água da vida! (cf. Ap 22,17).
Quando permitimos que o Senhor derrame do Seu Espírito sobre nós, tudo se transforma:
a) a terra seca torna-se produtiva; 
b) as feridas do coração são fechadas; 
c) a angústia da incerteza é aniquilada; 
d) coloca glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado (Is 61.3).

n‘Ele a fonte de água viva 

Pr. Marcos Serafim Silva 

Fontes:
http://www.brasilescola.com/geografia/agua.htm 
http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/nutricao/veja-10-beneficios-da-agua-para-a-pele/3069
http://www.mundosustentavel.com.br/wp-content/uploads/2011/05/agua.pdf 
http://www.monergismo.com/textos/chspurgeon/spurgeon_31dez_mat.htm
http://www.jovensredentoristas.com/FORMACAO/3.Espirito%20Santo/3.2.pdf 
http://icmbelavista.comunidades.net/index.php?pagina=1764567609
http://www.montesiao.pro.br/ 
http://drauziovarella.com.br/noticias/cinco-bons-motivos-para-nao-deixar-de-tomar-agua/
Comentario-Russell-Norman-Champlin-Ph-D-Volume-6 

17 de set de 2014

O QUE FAZER COM O PASTOR QUE FOI FERIDO NA BATALHA?

POR PR. RENATO VARGENS 
Por esses dias eu estive pensando na grande quantidade de pastores que foram feridos na batalha. 
Na verdade, um número considerável de ministros do evangelho, abandonam o ministério pastoral, devido às lutas, pecados, fracassos e dificuldades das mais variadas possíveis. Seria irresponsável da minha parte culpar a igreja por todos aqueles que se arrebentaram no ministério, todavia, estou convicto que muitos pastores adoeceram emocionalmente devido a dureza de suas igrejas. 
Lamentavelmente algumas igrejas tratam os seus pastores como empregados, em alguns casos, como escravos, não valorizando suas famílias, nem tampouco respeitando suas lutas e necessidades pessoais. Para piorar a situação, os membros de nossas comunidades locais exigem de seus pastores atitudes de perfeição não permitindo que estes manifestem suas dores angustias e limitações. Junta-se a isso o fato de que uma grande quantidade de pastores tem sido vitimados pela depressão, o que torna as suas vidas e de suas famílias um verdadeiro inferno existencial. 
O meu amigo Juan de Paula escreveu nessa manhã um texto extremamente interessante o qual reproduzo abaixo:


"Na guerra, quando um militar é atingido, ele deve ser carregado pelos amigos e irmãos de farda e não considerado peso morto no cumprimento da missão. Na batalha espiritual travada na peregrinação cristã, o pastor ferido não deve ser considerado PESO MORTO pelos seus colegas de ministério mas carregado nos ombros pelos seus irmãos na fé que também são homens de Deus."

Caro leitor, perfeito não é verdade?  Por acaso que você já se deu conta que a Igreja é implacável? Já percebeu que ela exige de seus "heróis" perfeição ILIMITADA?  Pois é, o pastor enquanto está na ativa, servindo, cuidando, pastoreando ele é perfeito e amado, todavia, se cai doente, vive lutas na família ou comete o desatino de pecar, este está perdido não é mesmo?
Prezado amigo, tomo emprestado às palavras do pastor Juan que nos exorta a não considerarmos os pastores que se feriram na batalha como peso morto, antes pelo contrário, os coloquemos em nossos ombros, ajudando-os a caminhar, bem como enfrentar as batalhas da vida.


Agindo assim, tenho certeza, glorificaremos a Cristo nosso Senhor.


Pense nisso!


Renato Vargens


10 de set de 2014

Carta aberta à blogosfera, Pastores e Lideres.

POR MARCOS SERAFIM
Amigos e irmãos graça e paz!

Meu intuito com o blog que leva o nome de Blog do Pr. Marcos Serafim é simplesmente  propagar o evangelho destacando mensagens evangelísticas, estudos e reflexões que em sua maioria são de minha própria autoria, quiçá de outrem citados devidamente nomes e fontes.
Questionado porque não escrevo sobre politica eclesiástica e outros assuntos ligados à denominação a qual pertenço Assembleia de Deus, os motivos são claros e simples dos quais mencionarei agora.

Primeiro por que não sou administrador de nenhuma igreja, embora saiba que há coisas que poderiam ser feitas e com muita qualidade, porém, esse ato deve partir da atual liderança da igreja. As contribuições poderiam ser investidas em missões, em projetos humanitários e sociais, mas estamos muito aquém, pois a conta é alta e grossa.
Meu espanto é que igrejas com menos tempo de existência, desenvolvem projetos que nos superam em gênero, numero e grau, mas o discurso é ataca-los.
A Assembleia de Deus não pertence a nenhum pastor ou família, embora seja de certa forma dominada por alguns clãs, mas Ela não é de nenhum dono ou bloco. Impérios magníficos como os macedônios governados por uma dinastia de reis que inclui o celebre Alexandre, o Grande, ruíram, e nada restou somente a historia para contar, assim também os atuais passarão, resta saber que historias contarão, pois nada na vida é eterno, tudo passageiro como diz o Apostolo Tiago.

Segundo por que a politica eclesiástica está tão ou mais desgastada que a politica partidária, há interesses que fogem a minha compreensão, tenho certeza de que algo bom há por trás senão esse interesse seria menor e não exacerbado como é.
Por falar em politica partidária principalmente em época como essa de campanhas politicas onde estão disputando ‘candidatos indicados’ pela denominação, há sem duvidas nos bastidores uma guerra intrínseca, resolvidas bem antes do que muitos possam imaginar; agora a luta é de voto por voto para saber quem será eleito. Absurdo mesmo é ter que ir ao culto onde dizemos que este culto é ‘prestado’ a Deus, e candidatos quer cristão ou não usam a tribuna para discursarem evasivamente suas propostas que na maioria das vezes (sempre) não saem sequer do folder de campanha, e admira-me pastores cedendo seus púlpitos  e aplaudindo as ladainhas de sempre, quando aplaudir a Deus, a Cristo, ao Espirito Santo é um horror tremendo e maiorias dos tais ficam escandalizados, puríssimos hipócritas!
Não foge a linha a politica eclesiástica, que é feita à surdina, nas recamaras secretas, mas com muita intensidade, talvez pior que a politica partidária, por que nestes casos há conchavos políticos de sudeste a noroeste e por ai vai! Resta saber quem paga a conta!

Terceiro detesto homens bajuladores que vivem a sombra deste ou daquele líder esperando recompensas, se digladiando, e é mais lamentavelmente ainda quando os mesmos torcem para ver o insucesso de alguém querendo tomar o posto do mesmo.
Homens que pregam e ensinam as suas igrejas moralidade, santidade, honestidade, trabalho, devoção, carinho, glutonaria e principalmente fidelidade, dizem e não fazem. Cargos públicos oferecidos em troca de favores dando assim mal exemplo as muitas nuvens de testemunhas que nos rodeiam desfavorecendo a igreja de Deus, a pergunta é: onde está o ensinamento acima mencionado? Foi literalmente pelo ralo abaixo, e tantas outras coisas que dariam vários livros.
O pastor Ricardo Gondim, pastor da Igreja Betesta em São Paulo em sua escrita “Deus nos livre de um Brasil evangélicodisse: Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu. Basta uma espiada no histórico de Suas Excelências da bancada evangélica nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para se apavorar. Se, ainda minoria, a bancada evangélica na Câmara Federal é campeã em faltas e em processos no STF, imagina dominando o parlamento.”
Aí o discurso e sempre o mesmo estamos trabalhando em prol da igreja de Cristo e isso requer demanda total. Meu conceito é que se algum pastor for ser candidato ao pleito eleitoral que se licencie de sua igreja, pois não há como servir a dois senhores!
O Pastor Ricardo Gondim disse ainda em “Deus nos livre de políticos evangélicos” o seguinte No Brasil seria diferente? Acredito que o melhor dos mundos que políticos evangélicos moralistas prometem pode não acontecer. Pelo contrário, com o histórico já bem documentado da fragilidade ética dos líderes e com a falta de senso crítico dos seguidores, caso o avanço do neopentecostalismo continue e maiores empresas da fé comprem horário na televisão, o pior ainda está por vir. Infelizmente.

Quarto ouvia-se dizer que as separações ao ministério eram feitas através de muita oração e preparação dos candidatos a tal função, hodiernamente são por dízimos gordos. Candidatos à presidência de igrejas de tal modo, hoje os mesmos empurram seus filhos à liderança da igreja mesmo sem qualquer vocação ministerial.
Foi veiculado pela mídia lugares onde você tem que pagar para pregar, olha que situação critica chegamos, nossos primeiros lideres o que diriam? Gente se vendendo igual à mercadoria para alçarem lugar de destaque, o que Jesus diria se chegasse de surpresa a tais igrejas?

Concluo dizendo que chegou a hora de pregar a genuína Palavra de Deus, sem emendas, sem contos da carochinha, use a bíblia como regra de conduta, fé e pratica, sem distorções.
Muitos deveriam aproveitar o tempo disponível que têm para mergulhar nas Escrituras, preparar sermões através de oração, estudo continuo, ler bons livros, extrair o verdadeiro e puro evangelho da palavra de Deus, ao invés de usar textos diretos ou indiretos para esse ou aquele problema.
Precisamos de homens comprometidos com Deus e a sua palavra, mas o que estamos vendo são mensagens enlatadas, copiadas da internet, sem orações, profícuo estudo. Homens que antes de tudo se preocupem em alimentar o rebanho, e não sugar o rebanho, independente da classe social.
O apostolo São Pedro na sua primeira carta capitulo cinco e versículo dois diz: “pastoreai o rebanho de Deus que está sob vosso cuidado, não por constrangimento, mas voluntariamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;”


A Deus seja a Gloria!

Marcos Serafim Silva 
               

   

9 de set de 2014

Como manter a Igreja viva

Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes



Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 1:10-20, em que o profeta repreende a Igreja do A. T., chamando seus líderes de príncipes de Sodoma e Gomorra, cidades famosas pela iniquidade. O povo de Deus havia se corrompido ao ponto de Deus não mais ter prazer em receber o culto dele.

Infelizmente, esse quadro de decadência da Igreja de Deus neste mundo se repetiu por muitas vezes. O povo de Deus esfria em sua fé, endurece o coração, persevera no pecado e serve de péssimo testemunho ao mundo. Devemos evitar que a decadência espiritual entre em nossa vida. Existem quatro coisas que podemos fazer para evitar o declínio espiritual da Igreja, com a graça de Deus: 

(1) Tratar o pecado com seriedade. Nada arruína mais depressa a vida espiritual de uma comunidade do que permitir que os pecados dos seus membros permaneçam sem ser tratados como deveriam. Lemos na Bíblia que, quando Acã desobedeceu a Deus, toda a comunidade sofreu as consequências. Nossos pecados ocultos, escondidos, não confessados e arrependidos constituem-se num tropeço espiritual que entristece o Espírito de Deus, e acaba se espalhando pela Igreja e envenenando os bons costumes e a fé.

(2) Zelar pela sã doutrina. A verdade salva e edifica a Igreja, mas a mentira é a sua ruína. O erro religioso envenena as almas e desvia o povo dos retos caminhos de Deus. O Senhor Jesus criticou severamente a Igreja de Pérgamo por ser tolerante para com os falsos mestres que a infestavam com falsos ensinos (Ap 2.14-15). Da mesma forma, repreendeu a Igreja de Tiatira por tolerar uma mulher chamada Jezabel, que se chamava profetiza, e que ensinava os membros da Igreja a praticarem a imoralidade (Ap 2:20). Devemos ser pacientes e tolerantes, mas nunca ao preço de comprometermos o ensino claro do Evangelho.

(3) Andar perto do Senhor da Igreja. É Deus quem nos mantém firmes e puros. A Bíblia diz que, se nós nos achegarmos a Deus, ele se achegará a nós. A Bíblia também nos ensina que Deus estabeleceu os meios pelos quais podemos estar em contínua comunhão com Ele. Estes meios são: os cultos públicos, as orações e devoções em particular, a leitura e a meditação nas Escrituras, a participação regular na Ceia do Senhor. Cristãos que deixam de usar estes meios acabam por decair espiritualmente. A negligência destes meios de graça abre a porta para a acelerada decadência espiritual e moral de uma Igreja.

(4) Estar aberta para reformar-se. A Igreja deve sempre estar aberta para ser corrigida por Deus, arrepender-se de seus pecados e reformar-se em conformidade com o ensino das Escrituras. Nas cartas que mandou às igrejas da Ásia Menor através de João, Jesus determinou às que estavam erradas a que se arrependessem (Ap 2.5,16,21; 3.3,19). Elas precisavam ser reformadas e mudar o que estava errado. Estas medidas devem também ser aplicadas a nós, individualmente. Deveríamos procurar evitar a decadência espiritual da nossa prática religiosa, mantendo a chama da fé pela frequência regular aos cultos, pela leitura diária da Bíblia, por uma vida de oração e comunhão. Queira nosso Deus dar-nos vigor para mantemo-nos e à nossa igreja sempre vivos espiritualmente.

fonte : http://bereianos.blogspot.com.br/2014/09/como-manter-igreja-viva.html#.VA8TkfldUx4 

2 de set de 2014

A importância da figura masculina

                   Rapazes revoltados
Autor(a): Patrice Lewis Trad. Julio Severo
Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é?
À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de "doces, amorosos menininhos corados" em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando. será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta?
A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino aprenderem a ser homens sob a tutela de seus pais (ou figuras paternas). Como todas as mães, Tiffani quer proteger seus meninos de ferimentos. Mas isso é bom a longo prazo? Talvez não. Tiffani está aprendendo quando afastar-se e deixar seu marido assumir a orientação de seus meninos.
À medida que amadurecem, os meninos nem sempre vão querer - ou precisar - proteção. Eles precisam de desafios, aventuras e atos de cavalheirismo. Os pais - os pais fortes - sabem quando afastar a proteção das mães e começar a treinar seus filhos a serem homens. A palavra-chave é treinamento.
O treinamento é decisivo. Meninos sem treinamento crescem e se tornam monstruosos: fora de controle, predatórios em cima das mulheres, irresponsáveis, incapazes ou indispostos a limitar seus impulsos movidos à testosterona para agressão ou sexo. Nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos que sobraram dos meninos que nunca aprenderam o que é necessário para ser um homem. Lamentavelmente, esses "meninos adultos" muitas vezes procriam indiscriminadamente e despreocupadamente, então se recusam a ser pai para os filhos que eles produzem.
Mas homens treinados transformam a sociedade. Eles trabalham duro. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem abrigos. Eles protegem, defendem e resgatam. Eles providenciam provisão para suas famílias. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem (ou não querem) fazer. Homens treinados são, nas palavras do colunista Dennis Prager, a glória da civilização.
Conforme aponta Tiffani, os meninos precisam de homens para ajudá-los a estabelecer sua masculinidade de modo apropriado. Os homens entendem que os meninos precisam de experiências e desafios definidores para cumprir seus papéis biologicamente programados. As mulheres não entendem isso, mas não tem problema. Pais fortes (ou figuras paternas fortes) instintivamente intervirão e começarão a treinar os meninos como domar a testosterona, como trabalhar, como respeitar as mulheres, como liderar e defender e como eliminar ameaças.
O problema começa quando não há um modelo de papel masculino para um menino imitar. Se os homens estão ausentes, enfraquecidos ou indispostos a ensinar os meninos como se conduzir, então os meninos não aprendem como ser homens. É simples assim.
As mães não têm a capacidade de ensinar os meninos a ser homens. Não importa quanto amemos nossos filhos do sexo masculino, não temos essa capacidade. As mães querem ser mães porque, afinal, é o que fazemos. Protegemos, cuidamos e beijamos as feridas dos nossos meninos. Mas chega uma hora na vida de todo menino em que ele precisa se erguer acima dos beijos nas feridas e ser um homem. Os homens não dão beijos nas feridas. É assim que eles se tornam guerreiros e protetores.
Lembro-me de quando o filho de 13 anos de nosso vizinho andou de bicicleta até nossa casa, uma distância de um quilometro e meio em difícil estrada de terra. Ele levou um tombo desagradável e chegou coberto de arranhões e sangue. Quando lhe perguntei o que havia acontecido, ele explicou sobre o tombo. então acrescentou um sorriso radiante: "Mas não tem problema. Sou menino". Não é preciso dizer mais nada.
Se eu tivesse me descabelado com a situação dele, falando carinhosamente, agindo de forma excessivamente preocupada e beijando seus machucados, eu teria roubado dele a aventura de ter sobrevivido de seu acidente. Ele se orgulhou das cicatrizes de sua batalha, e a última coisa que ele queria era cobri-las com ataduras infantis.
O que acontece quando os meninos não têm um homem forte para lhes ensinar? Os resultados variam de indivíduos fracos e covardes a totais brigões. Dou um exemplo em meu blog sobre uma mulher dominadora com um marido fraco criando dois filhos do sexo masculino. Esses meninos estão crescendo num lar torcido e desordenado que vai contra a natureza humana e a programação biológica, e os meninos vão virar homens abrutalhados.
Meninos que crescem com nada senão a "proteção" de suas mães - sem nenhum homem forte para lhes dar a chance de acabarem com as ameaças - se tornam revoltados e cheios de amargura. Eles sabem que algo está errado. Eles sabem que têm de defender as mulheres, mas eles guardam tanto ressentimento de suas mães por "protegerem" a eles de todos os desafios que o modo como eles veem as mulheres fica distorcido.
Se o marido dessa mulher tivesse desempenhando seu papel como cabeça da casa, esses meninos poderiam ter se tornado homens diferentes. Se ele tivesse resgatado seus filhos do perpétuo amor protetor de sua esposa, seus filhos poderiam ser Homens em Treinamento em vez de Futuros Abrutalhados. Mas temo que seja tarde demais.
Creio que uma parte de criar filhos fortes e equilibrados vem de meninos observando suas mães honrarem seu pai. O lar em que a mãe e o pai respeitam um ao outro por suas várias forças biológicas cria os filhos da forma mais estável e equilibrada possível.
Meu marido e eu não temos filhos para criar e se tornarem homens. Mas nossas meninas estão aprendendo a admirar a verdadeira masculinidade, não potenciais abrutalhados ou fracos e covardes. Ajuda tremendamente que, em nossa vizinhança, estejamos cercados de pais responsáveis que estão criando excelentes rapazes - fortes, prontos para ajudar, protetores das mulheres, ansiando serem heróis.
Com que tipo de homem você pensa que quero que minhas filhas casem algum dia? O Homem de Verdade que assume seu papel biológico de protetor e guerreiro? Ou o Rapaz Revoltado que xinga a mãe e despreza o pai? Qual lhe parece o homem mais equilibrado e firme?
Nada disso é difícil demais de entender - ou, pelo menos, não devia. Infelizmente na cultura andrógina feminista de hoje, esse conceito se tornou motivo de desprezo e zombaria. 

Fontes: 
http://www.amofamilia.com.br/portal/artigos_detalhe.asp?cod=1701&sessao=14#.VAWaxfldUx4