15 de abr de 2010

Que tempos esses nossos!


Vivemos num mundo de metamorfose, constante mudanças, conflitos, atritos, caos da moralidade, corrupção, devaneios (parece que estamos num mundo de fantasia) estamos realmente aturdidos com o colapso que vive este mundo hodierno, sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno. (1Jo5.19).
Notícias avassaladoras, parecendo mais uma Babel. Onde cada qual quer o seu território, constante desentendimentos e rumores e grandes desatinos proporcionados por gente sem o menor escrúpulo da verdade. Lê-se e ouve-se quase todo dia na mídia, quer seja ela secular, evangélica, coisas degradantes, gente que sem qualquer falta de vergonha, dizem estar pregando as boas novas da salvação, mas que evangelho e esse? Um evangelho que cobra horrores para se anunciar, televisão para divulgar, parece mais um rumo ao estrelato do que uma mensagem salvifica, disputa de primeiro lugar na mídia evangélica, quem é o melhor pregador da atualidade, sem se aperceber que o evangelho é pela graça, como diz o apostolo: - estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).
Que tempos esses os nossos? Homens que auto-intitulam pregoeiros da verdade, apóstolos da fé, detentores da legalidade, milagreiros, mercadores da fé, marqueteiros da sua própria imagem vendendo algo que nem mesmo eles acreditam que seja veracidade.
São tantos apóstolos que se perde a conta, são apóstolos que vivem de grife, que andam de carrões, que anda armado, com segurança, apóstolos para todos os gostos e todos os fins, e há alguns que não são, mas interiormente ambicionam por isso, e há outros porém que merecem serem apóstolos, mas não se consideram tais.
Que tempos esses nossos? Onde um cantor pede fortuna para se apresentar em determinada igreja, e pior, o pastor paga e ainda segue todo o luxo e estrelismo do tal. Ufa! Que tempo. Tempo onde ser servo, ser serviçal, é ser bestial, porque o luxo hoje é serem Pastor, e alguns que preferem ser Bispo, Apostolo, e não sei não se não vão inventar outra posição mais elevada, fica aqui uma sugestão: Sumo Pontífice Apostolar (ou seja, apostolo de apostolo) e se for quaisquer outras funções na igreja se sentem humilhados, e não querem exercer tais funções.
A palavra servir ao Senhor voluntariamente como diz o salmista: “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto”, nesse nosso tempo está esquecida porque infelizmente não vale mais a pena servir ao Senhor dos senhores, porque são tantos senhores para servir, que se esquece de servir ao Senhor.
Que tempos esses os nossos! Que como diz o Pastor Ricardo Gondim, da Betesda, dias memoráveis da burguesia religiosa, que queira Deus um dia vai passar, esse deserto transformar-se-á em manancial.
Não sou tão saudosista, mas, á tempos atrás vivíamos na exclusiva dependência de Deus, inclusive para se preparar sermões que certamente falariam ao coração, mente e faria o povo pensar, sermões como de Jonatas Edwards, que o povo ficava grudado no seu assento, aturdido com a voz de Deus, havia arrependimento de pecados, consolo para os necessitados, alento para os feridos, cura para alma. Mas hoje o que vemos são ilusionistas da fé, sermões carregados de mensagens positivistas, emotivas, ludibriadoras, enganadoras, furtivas e acima de tudo, mensagem implorativa de bens materiais e esses são tão cara de pau que até dizem amaldiçoar ao povo, ufa! Que tempo esse nosso.
Mas nem tudo está perdido, neste nosso tempo há pregadores, poucos, mas há preocupados com quem pode fazer realmente a diferença, o nome que está acima de todo o nome: Jesus.
Que esse tempo de transformação chegue que novos rumos comecem a acontecer que o feudalismo que se tornou a igreja evangélica (não digo todas, mas boa parte dela) acabe, e enfim possamos ter mais pastores com o rosto de gente e não rosto de pequenos deuses, no qual os transformaram.

Sola Gratia et Sola Fide

Pr .Marcos Serafim Silva