4 de set de 2013

Evite os falatórios inúteis


Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. (2 Timóteo 2.16)

Falar é muito simples e fácil, difícil mesmo é exercer a especial arte de ouvir. Muitos falam, e até demais!!! Não esperam que alguém termine de falar e respondem antes mesmo de ouvir a última frase. A ansiedade de muitos em falar demais e fora de hora, revela uma provável inquietude no íntimo, na alma. Portanto falar não é o problema; o que falar como, quando e o que falar, eis a questão.
Existem pessoas de língua ferina, maliciosa, venenosa, língua que machuca, e Deus diz que tais pessoas não serão felizes. Conheço pessoas desse tipo e muitas estão colhendo frutos amargos. A língua tem o poder de transformar situações abençoadas em tragédia, alegria em depressão. Quer amar a vida, quer ver dias felizes. Refreie sua língua do mal, segure a língua quando tentado a falar contra os outros.
 Thomas Manton disse: “O maior dos pecados de um homem está em suas palavras”
A língua, sem duvida, tem sido um dos maiores instrumentos do diabo para a destruição tanto familiar como também em vários outros aspectos tais como: amigos, ministério, membros de igreja e afins.
É importante notar que doenças não separam amigos, crises das mais diversas não separam amigos, mas uma fofoca, um boato podem ser suficientes para separar os grandes amigos . A Língua é uma influencia muito maior quando usada para o mal.
Spurgeon disse “Não creia em metade do que você ouve; não repita metade do que você crê; quando ouvir uma noticia negativa, divida-a por dois , depois por quatro, e não diga nada sobre o restante dela”
O filósofo grego Platão em um dos seus diálogos, Fedro, disse que a linguagem é um phármakon. Esta palavra grega, em português possui três sentidos: pode ser remédio, veneno ou cosmético, dependendo do modo como é empregada.    
Outro perigo é a linguagem produzida por conclusões apressadas, antecipadas e subjetivas ou do tipo: “eu acho que”. Geralmente, esse tipo de linguagem, tende a produzir as injustiças. Quanto a esse tipo de linguagem é preciso muito cuidado, ninguém está isento. O remédio é uma atitude mais consciente, mais comprometida, que implica em pensar mais profundamente sobre um determinado assunto, repensá-lo, problematizá-lo, submetendo-o à dúvida, à crítica, à análise, buscando entender o verdadeiro significado.
Tiago diz que a língua é “um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal” (3:8). Mais uma vez percebemos a destruição causada por ela. Aqui não mais na forma de murmurações do “populacho” (capítulo 11), mas através de críticas e calúnias que corromperam os mais honrados entre as famílias dos líderes do povo: Arão, o sumo sacerdote, e Miriã, a profetiza. Talvez as maliciosas palavras deles tivessem sido sussurradas “aos ouvidos no interior da casa”, no maior segredo (Lucas 12:3). Porém, “O SENHOR o ouviu” (v. 2; 11:1). Jamais nos esqueçamos de que nossas declarações mais confidenciais são ouvidas no céu. Moisés não disse nada. Cada vez que um desafio aos direitos do Senhor está envolvido, com justiça a ira de Moisés se acende, mas quando se trata de sua própria defesa, a mansidão dele é demonstrada por seu silêncio. Portanto, é Deus quem toma a defesa de Seu servo. Ele convoca os três envolvidos para o tabernáculo, e depois chama os dois culpados à frente. A severidade da punição revela a seriedade do pecado cometido. Miriã é castigada com lepra. Pela primeira vez Moisés abre sua boca para implorar que sua irmã fosse curada.
Um escritor chamado Morgan Blake escreveu o seguinte sobre este assunto:
“Sou mais mortal do que um ruidoso projétil de morteiro. Venço sem matar. Levo lares ao choro, quebro corações e destruo vidas. Viajo nas asas do vento. Nenhuma inocência é forte o suficiente para intimidar-me, nenhuma pureza é pura o suficiente para atemorizar-me. Não tenho consideração pela verdade, nem tenho respeito pela justiça, nem sou bondoso com os indefesos. Minhas vítimas são numerosas como as areias do mar e comumente são inocentes. Eu nunca esqueço e raramente perdôo. Meu nome é fofoca.”
Domar a língua é um processo diário e que exige muito autocontrole, disciplina e compromisso com a pratica dos princípios bíblicos que devem nortear nossa vida. Quando o cristão mostra equilíbrio no falar, significa que o Espírito Santo está construindo nele o caráter de Jesus. Pedro disse que Jesus nos deixou exemplo, para que seguíssemos suas pegadas.
As nossas palavras revelam nosso caráter, revelam o nível da nossa maturidade e o nosso estado interior, tanto que a palavra de Deus diz: “O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento”.
Depois do estudo detalhado sobre a língua, você pergunta, e agora como faço para controlar a minha língua?
Aqui vão algumas dicas:
  • Comece por pensar antes de falar, este é o primeiro passo
  • Exerça domínio sobre a sua língua, suas palavras e não permita que sua boca te domine
  • Tenha autocontrole, vigie cada uma de suas palavras, afirmações e respostas
  • Evite ficar junto de pessoas que fazem mau uso da língua e podem te contaminar
  • Não esqueça, uma palavra pode deixar tudo a perder, ou ser mal interpretada, dependendo da maneira como você se expressa
  • Vê se o que você vai dizer é realmente necessário e verdadeiro
  • Fuja de grupinhos onde sempre há fofocas
  • Opte por escutar mais e falar menos.
O destino da nossa alma é determinado por aquilo que falamos!

N’Ele 

Marcos Serafim Silva   

Consultas :
Linhares, Jorge – maledicência – Editora Getsemani.
Gonçalves, Josué – A língua domando esta fera – Editora mensagem para todos.    
Boa Semente                            
http://www.devocionaldiario.com.br/
http://www.arcauniversal.com/blog/taniarubim.com.html