19 de dez de 2015

Um pouco da historia das Assembleia de Deus no Brasil - Daniel Berg

Culto de Missões - Daniel Berg - Um pouco da historia da AD no Brasil

7 de mai de 2015

E SE DESSE A LOUCA NA “igreja” E ELA... ...quisesse ser IGREJA?

REVERENDO CAIO FÁBIO
E SE DESSE A LOUCA NA “igreja” E ELA...
...quisesse ser IGREJA?

O que ela deveria fazer?

1. Crer que o Evangelho não está em disputa com as Religiões do mundo, e nem tampouco pretende ser uma delas.

2. Crer que a obra de evangelização nada é além do viver em fé a revelação do amor e da Graça de Deus em Cristo Jesus, sem nenhuma questão.

3. Crer que toda “missão” com o tempo estraga a Missão Original, pois esta só permanece pura enquanto é fruto do amor que faz sem perceber e sem contar...

4. Crer que ela não é a Juíza do Homens, nem a mantenedora dos bons costumes, mas a propagadora da Palavra que a atingiu como Boa Nova, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões.

5. Crer que o Espírito Santo é Vivo, Livre e Soberano, e que a Palavra é Viva e Eficaz, sendo, portanto, trabalho do Espírito e da Palavra, convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo—não sendo esta, portanto, a tarefa da Igreja.

6. Crer que ela é a comunidade dos que foram chamados nos becos, vielas e antros da Terra—conforme a parábola de Jesus; e isso porque os filhos de Abraão segundo a carne não se acharam dignificados pelo convite—; e, portanto, dela se espera que aceite o convite, que vista-se com as vestes da justiça da fé, e que não questione a presença de ninguém nas Bodas do Cordeiro.

7. Crer que por uma questão de ordem histórica e funcional, a Igreja se mostra como “igreja”, e que é parte do movimento de cura “desta” o buscar ser sempre Aquela.

8. Crer que a única leitura bíblica que não perverte a consciência no caminho da lei, da moral e da religião, é aquela que tem em Jesus a sua Chave Hermenêutica; sendo que depois dessa compreensão em fé há uma única questão a ser levantada pelo povo de Deus ante leitura da Palavra: Como Jesus interpretou essa questão com as ações de Sua própria existência humana? É no espírito dos gestos de Jesus que a Palavra Encarnada se explica e se mostra aos nossos olhos. Ele a interpretou para nós.


9. Crer realmente que o fim da Lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê. Portanto, em Jesus encerrava-se uma Era e iniciava-se o que É. Tudo o que veio antes era sombra. Nele, em Cristo, estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Nele está todo o saber para a vida.

10. Crer que é impossível renovar para arrependimento quem um dia disse que cria que em Jesus toda a Lei se cumprira; que toda justiça se fez em favor dos homens; que tudo o que houvera antes teve em Cristo seu cumprimento e totalização; mas, mesmo assim, insiste em pregar ao povo um caminho quase-de-Cristo. Sim, a esses que já foram iluminados pela consciência da Graça de Deus em Cristo, e dela caíram, rendendo-se aos legalismos e às doutrinas de homens—é impossível renovar para arrependimento, visto que depois de terem crido que em Jesus Tudo Está Consumado, voltaram atrás, e puseram pesados e falsos jugos de opressão sobre os filhos dos homens. Esses não sabem mais o que é arrependimento e gratidão—esqueceram de quem são!—, visto que trataram a Cruz como quem pisa nela, e a despreza como o Feito Que Fez.

11. Crer que os dons de Deus concedidos aos homens são para serviço, de tal modo que um apóstolo é servo de todos, pois quanto mais se chega perto do Cabeça, mais a mente deve discernir que a única forma de servir a Cristo é fazendo como Ele: esvaziando-se...e se tornando figura humana...reconhecível em sua humanidade...e jamais usurpando nada da Glória da Graça de Deus.

12. Crer que somente se nos tornarmos gente boa de Deus é que teremos qualquer chance de sermos percebidos genuinamente como povo de Deus na Terra; do contrário, seremos sempre apenas parte da Religião Cristã.

13. Crer que Deus não se contamina com a presença de quem quer que seja, e que a Igreja é como uma porta aberta, não é uma Lavanderia e nem um Tribunal. Portanto, que sejam todos bem-vindos ao ajuntamento do povo de Deus.

14. Crer que Deus não está chamando clones para formar a Igreja, mas indivíduos, completamente únicos e singulares; e que todos terão que fazer seu próprio caminho na Graça de Deus; e, portanto, ninguém tem o poder ou o direito de julgar quem quer que seja por ser diferente.


15. Crer que o único Dogma da Fé é o amor, e que tudo o mais, sem amor, é apenas presunção humana e de nada aproveitará aos olhos de Deus, mesmo que a doutrina esteja certa.

16. Crer que a apostasia da igreja não vem em formas, mas em conteúdos. E a grande apostasia nunca será sobretudo comportamental, mas confessional, pois admite-se que todo homem é pecador e erra—pecar não lhe é algo alienígena—; a Palavra de Deus, porém, é perfeita; por isso, falsificá-la, negando a Graça de Deus realizada e consumada em favor de todos os homens, é desvio da fé, e é a Grande Apostasia.


17. Crer que a língua é o pior veneno do homem, e que é pela língua que a “igreja” mais ofende a Deus e ao próximo—com seus juízos, certezas, arrogâncias e delírios—;sendo, portanto, imprescindível que todo e qualquer progresso espiritual seja medido pelo modo como os homens usam a sua própria língua em relação ao próximo.

18. Crer que se desejarmos ser aproveitados como servos no reino de Deus, temos que nos desconverter de todas as nossas práticas, valores, importâncias e dogmas anteriores—visto que o Espírito não tirará pedaço de pano novo para remendar as vestes velhas. Cada geração tem que ouvir a Palavra com os ouvidos do Dia Chamado Hoje, que é Dia de Salvação.


19. Crer que ter a mente de Cristo não é possuir conhecimento técnico da Bíblia, mas sim ser capaz de olhar a vida com o olhar da misericórdia, da justiça e da Graça.

20. Crer que Deus deseja prosperar o Seu povo no corpo, na mente e no espírito, e que o sinal de tal prosperidade é a gratidão, o trabalho honesto, e a devoção integrada à totalidade da vida.

Se começássemos por aqui já veríamos os milagres começarem a acontecer; e haveria paz entre nós mesmos, por mais diferentes que fossemos, pois jamais haveria “forma” alguma que sobrepujasse a força do Conteúdo do Evangelho da Graça, o qual ungiria o ser de todos os irmãos na fé.


Caio


23/01/04 


9 de mar de 2015

A Falibilidade Humana (És pó) - Porquanto és pó e em pó te tornarás. (Genesis 3.19)


Introdução:
Nota : Homem do grego άνθρωπος, transl. anthropos, "homem”.

O corpo humano, criado do pó da terra, tem uma dimensão física que possui 208 ossos e 500 músculos. O peso do sangue de um adulto é de 15 quilos. O coração ordinariamente tem o diâmetro de 15 centímetros. Bate 70 vezes por minuto, 4.200 por hora, 100.000 mais ou menos em cada vinte e quatro horas e 40.000.000 por ano, sem interrupção; cada pulsação desloca 44 gramas de sangue; esse deslocamento, em 24 horas, é de 5.850 quilos diários; esse órgão fantástico faz circular o equivalente a dois mil galões de sangue pelo espaço de 12 mil milhas (19.200 quilômetros) de veias todos os dias; em doze horas cria a energia necessária para levantar o peso de sessenta e cinco toneladas a uma altura de trinta centímetros. Existem outras verdades interessantes e maravilhosas no tocante ao corpo humano.
Um piano grande não tem senão sete oitavas e meia de notas ou teclas, enquanto o ouvido humano conta com doze oitavas; o piano tem duzentas cordas, enquanto o ouvido possui vinte e quatro mil; o piano de cauda muito espaço, mas o ouvido humano ocupa menos de uma polegada cúbica.
A retina do olho é minúscula, mas, não obstante, contem cento e vinte milhões de células nervosas, de maneira que o cristalino muda automaticamente de espessura, segundo a necessidade de focalizar a vista em objeto próximo ou distante.
O corpo humano, propriamente dito, que é formado do pó da terra, tem em si 18 elementos e estes são integrantes dos mais de cem elementos que compõem a substância do universo físico: estes 18 elementos são essenciais a vida do homem. Vejamos quais são, mais ou menos: 72% de oxigênio, 14% de carbono, 9 % de hidrogênio, 2,5% de nitrogênio; os 3,5% restantes se compõem de pelos mais 15 elementos como cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro e vestígios de iodo, ferro, cobre, zinco, etc. Não existe no corpo humano qualquer elemento químico que não possa ser encontrado na terra. Somente o oxigênio se encontra no corpo em sua condição elementar; os demais elementos estão em combinação com outros e é impossível separá-los.
Um químico inglês depois de analisar o corpo humano cuidadosamente, chegou a curiosíssimas conclusões; ele disse que, se os elementos pudessem ser separados, fabricaríamos os seguintes objetos: Com a gordura do corpo humano, sete sabonetes; com o fósforo, uma caixa de fósforos; com o potássio, tirar uma fotografia de tamanho normal; com o açúcar, adoçar uma xícara de café; com o ferro, fazer um prego; enfim o valor químico é aproximadamente.
No entanto, quando o bioquímico Haroldo J. Morowitz, da Yale University, recebeu de sua filha um cartão de estilo humorístico com os seguintes dizeres: “De acordo com os bioquímicos, os elementos que compõem o corpo humano valem apenas US$ 0,98”, procurou conseguir um catalogo de uma companhia de abastecimento e começou e verificar os preços.
Essa pesquisa levou-o a demonstrar que o corpo humano vale muito mais: vale seis milhões de dólares! Vejamos as conclusões de Morowitz, que são completamente diferentes das anteriores:
Hemoglobina – US$ 258,00
Um grama de insulina – US$ 48,50
Um grama de tripsina purificada (uma enzima) – US$ 36,00
Bilirrubina, o pigmento da bílis – US$ 12,00
DNA, substância existente no núcleo da célula – US$ 76,00
Colágeno – US$ 15,00
Albumina humana – US$ 3,00
Alguns elementos menos comuns:
Quinase acetado, substância que ativa uma enzima – US$ 8,860 a grama
Fosfotase alcalina – US$ 225,00
Ácido hialusônico, a substancia que consolida os tecidos – US$ 175,00
Bradykinin (aminoácido) – US$ 12.000,00
Tomou um verdadeiro choque quando ele chegou ao hormônio estimulante do folículo – 8 milhões de dólares uma grama (um presente que ele sugere às pessoas que tem de tudo). Para os realmente ricos há a prolactina, o hormônio que estimula a produção do leite nas glândulas mamárias: 17,5 milhões de dólares uma grama.
Calculando em US$ 254,54 o valor de cada grama dos elementos químicos constantes do corpo humano, Morowitz tomou o peso do seu próprio corpo e dele deduziu 68%(percentagem de água existente) e , multiplicando o restante pela referida quantia , verificou que o valor de uma pessoa do seu peso era de US$ 6.000.015,44.
A diferença entre estes dois tipos de conclusões é que nos US$ 0,98 o ser humano é cifrado como matéria prima e nos seis milhões de dólares, os átomos humanos são avaliados no seu estado sofisticado. (Se quiser atualizar os valores ver o preço do dólar atual).
Para concluir a apreciação da parte material do homem, somos levados a um grande corolário filosófico; a infinita preciosidade de cada ser humano: o ser não tem preço; e o que existe de mais valioso no universo.  
Na vida cristã, precisamos entender que, para aqueles que crêem a vida não lhes é tirada, mas transformada. Isso é importante, porque cremos na vida eterna, que a morte não vai acontecer dentro do nosso contexto terreno; por isso temos a morte como o meio que transforma a nossa vida.
Essa reflexão faz com que a pessoa se distingue de outras no mundo. Somos finitos e, a partir do momento que nascemos já começamos nossa caminhada ao encontro da morte. E nessa dimensão a vida recebe um caráter de urgência de seriedade no seu sentido. Quando contemplamos a dimensão da morte na nossa vida, levamos mais a sério a nossa realidade atual, nossos relacionamentos.
Deus é eterno, a fonte e o alvo da historia, enquanto o homem é insignificante no tempo e espaço.      
“Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.” (Charles Chaplin)

1       – O homem só é alguém se tiver a presença do Espírito Santo
Para Kierkegaard (filósofo e teólogo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855), há um abismo entre o divino e o humano, enquanto a filosofia de Hegel insistia numa continuidade. O dinamarquês salientou que existe uma "infinita diferença qualitativa" entre Deus e os seres humanos. Em sua queda e finitude, os seres humanos precisam acolher a verdade de Deus mediante uma decisão, um "salto de fé". Conhecer a Deus é uma atitude de fé, o que significa correr o risco de saltar. Deus é pessoal, santo e transcendente. Os seres humanos são finitos, pecadores e dependentes. Deus só pode ser conhecido mediante um relacionamento pessoal. Somente o "salto de fé", o risco pode nos proporcionar o verdadeiro relacionamento com Deus. Enquanto não houver o "salto de fé", podemos ter uma religiosidade ética, mas não seremos cristãos autênticos.
Todo homem tem em si um profundo anseio por vida eterna. Em todos os lugares vemos essa busca. A Ciência e a Medicina procuram por caminhos que permitam estender a vida. Muitas pessoas cercam-se de idéias utópicas ou vivem em um mundo imaginário de filmes, livros e sonhos. Todos têm medo da morte. Quando se pensa nela, surge a temerosa pergunta: "O que virá depois?" O homem quer viver, viver eternamente, ele tem medo de morrer. Constantemente ele também se vê diante da importante pergunta: "Afinal, para que eu vivo?"
Deus criou o homem para a vida eterna. Mas ele a desprezou e jogou fora. O homem preferiu o pecado que lhe trouxe a morte. Isso fez vir à morte sobre toda criatura e a miséria humana começou. Desde então o homem está procurando reencontrar a vida eterna. Ele procurou muito e criou inúmeras coisas para obter vida para si; é o que mostram as muitas religiões. Mas, ele não tem vida, ele nunca tem segurança.

2       - Todos os homens são do ponto de vista genético iguais, exceto por duas razoes:
Como um todo é muito parecido – não importando se somos baixos, altos, magros, gordos, temos olhos azuis ou não. Geneticamente somos formados do mesmo material e, na raça humana, ele é pelo menos 99% idêntico de uma para outra pessoa, homem ou mulher.
Nos tempos mais modernos, o argumento racional foi perdendo força. Chegamos, então, à pesquisa de genes e, com ela, veio à certeza que somos todos humanos, não importa se negros, brancos, amarelos, mulatos ou pardos. Diziam-nos os cientistas que, do ponto de vista do genoma, éramos pelo menos 99% iguais. E se chegamos tão próximo dos 100%, de nada adianta falar em diferenças.
2.1 - O homem natural –
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.( 1Co 2:14)
O homem natural, no grego psuchikos, denotando a pessoa irregenerada, isto é, governada por seus próprios instintos naturais. Tal pessoa não tem o Espírito Santo, está sob o domínio de Satanás e é escravo da carne com suas paixões. Pertence ao mundo, está em harmonia com ele e rejeita as coisas do espírito. A pessoa natural não consegue compreender a Deus, nem os seus caminhos; pelo contrário, depende do raciocínio ou emoções humanas.    
A palavra grega traduzida para natural significa dominado pela alma, o princípio da vida física. Este homem dominado pela alma não aceita as verdades divinas, nem podem entendê-las, pois se discernem espiritualmente. Os ouvidos humanos não percebem a alta freqüência das ondas do radio; homens surdos não são capazes de servirem como juízes em concursos de musica; os homens cegos não podem desfrutar da beleza dos cenários, e os que não são salvos são incompetentes para julgarem as coisas espirituais; as verdades praticas mais importantes. 
Segundo o dicionário VINE phusikos  significando originalmente “produzido pela natureza, inato”, derivado de phusis, natureza, conforme em português , físico, física denota de acordo com a natureza, governado por meros instintos naturais, que seguem a natureza. A palavra psuchikos , pertencente a psuche, alma (como a parte inferior do imaterial no homem), natural, físico , descreve o homem em Adão e o que lhe pertencem , posto em contraste com pneumatikos, espiritual, em 1 Corintios 15.46 - usado como substantivo ; em Tiago 3.15 , animal, neste ultimo texto, relaciona-se mais especificamente, talvez , com a mente , uma sabedoria de acordo ou procedendo dos desejos e afetos corrompidos; o mesmo se da em Judas VS. 19.                
            2.2 - O homem espiritual –
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. (1 Co 2.15)
O homem espiritual no grego pneumatikos denota a pessoa regenerada, isto é, que tem o Espírito Santo. Essa pessoa tem mentalidade espiritual, conhece os pensamentos de Deus e vive pelo Espírito de Deus. Tal pessoa crê em Jesus Cristo, esforça-se para seguir a orientação do Espírito que nela habita e resiste aos desejos sensuais e ao domínio do pecado.
O homem espiritual tem a potencialidade de entender tudo. Ele mesmo não é julgado por ninguém (que não seja espiritual), pois o que não é espiritual não tem relação necessário com o Espírito para julgar o espiritual. Isto explica porque tão freqüentemente os cristãos constituem verdadeiros enigmas para os que são do mundo, e às vezes enigmas para os cristãos carnais.
 Segundo o dicionário VINE – “O homem espiritual é aquele que anda no Espírito, tanto no sentido de Gálatas 5.16 – quanto no sentido Gálatas 5.25 -, e no qual manifesta o fruto do Espírito na sua maneira de viver.”
“De acordo com as Escrituras, o estado espiritual da alma é normal para o crente, mas nem todos os crentes atingem esse estado, e nem sempre quando é atingido é sempre mantido. O apostolo Paulo, em 1 Corintios 3.1-3, sugere um contraste entre este lado espiritual e o do bebê em Cristo, ou seja, do homem que por imaturidade e inexperiência  ainda não atingiu a espiritualidade, e do homem que por permitir que o ciúmes e a discórdia à qual o ciúme sempre conduz , a perdeu. O estado espiritual é atingido pela diligência na Palavra de Deus e na oração; é mantida pela obediência e autocrítica. Os que são guiados pelo Espírito são espirituais , mas é claro que a espiritualidade não é uma condição fixa ou absoluta, ela admite crescimento; com efeito, crescimento na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo , conforme 2 Pedro 3.18 - , é evidência da verdadeira espiritualidade.                                       

3       - Todos os homens são mortais (corpo), exceto o espírito e alma
Orienta-nos nesse sentido um texto de Orígenes, o qual diz: "Aquilo que no início era carne, da terra, um homem de pó (cf. I Cor 15, 47), e foi dissolvido através da morte e de novo tornado pó e cinza - realmente está escrito: "és pó e em pó te hás de tornar" - é feito ressuscitar da terra. Em seguida, segundo os merecimentos da alma que habita o corpo, a pessoa caminha rumo à glória de um corpo espiritual" (Tratado dos Princípios 3, 6, 5: Sch., 268, 248).
O homem é um ser tricótomo (1Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa “aquilo que é dividido em três” ou “que se divide em três tomos”. Em relação ao homem, o termo tricotomia refere-se às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto entre alguns teólogos. Há aqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo e alma (ou espírito). Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como sendo uma e a mesma coisa. Entretanto, parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Esse conceito da tricotomia crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar as partes: o corpo de sua parte imaterial.

3.1 -O corpo: É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco e outros elementos em proporções menores. Porém, os corpos com todos esses elementos da terra, sem os elementos divinos, são de ínfimo valor. No hebraico, a palavra corpo é basar. No grego do Novo Testamento, a palavra corpo é somma. Portanto, o corpo é apenas a parte tangível, visível e temporal do homem. O corpo é a parte que se separa na morte física.
3.2 - A alma : É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. A alma precisa do corpo para expressar sua vida funcional e racional. A alma é identificada no hebraico do Velho Testamento por nephesh e no grego do Novo Testamento por psiquê. Esses termos indicam a vida física e racional do homem. Os vários sentidos da palavra alma na Bíblia, como sangue, coração, vida animal, pessoa física; devem ser interpretados segundo o contexto da escritura em que está contida a palavra “alma”. De modo geral, em relação ao homem, a alma é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os órgãos e seus sentidos físicos como agentes na exploração das coisas materiais, para expressar-se e comunicar-se com o mundo exterior. Nephesh dá o sentido literal de “respiração da vida”
3.3 -  O espírito: No hebraico é ruach e no grego, pneuma. O espírito do homem não é simples sopro ou fôlego, é vida imortal. O espírito é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “corpo, alma e espírito não são outra coisa que a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus”.

Conclusão
“Não sois máquinas! Homens é que sois!" (Charles Chaplin)
Tu és pó.... O corpo terreno do homem torna a morte física possível.
Ao pó te tornarás. A morte física é, ao mesmo tempo, julgamento e benção. Ela torna toda a atividade vã, porem,  livra o redimido da frustração terrena e abre o caminho para uma salvação eterna, que perdura além do sepulcro (Salmos 73.24; Provérbios 14.32)

n'Ele que está acima de todos nós

Marcos Serafim Silva  

Notas bibliográficas  
Vine’s Expository Dictionary of Biblical Words
Leite Filho, Tácito da Gama,1951 – O homem em três tempo – CPAD ,1982
http://linoresende.jor.br/somos-iguais-ou-diferentes
http://arautos.org.br/artigo/35463/-ldquo-Recorda-te-que-es-po-e-em-po-te-has-de-tornar--rdquo-http://www.cpadnews.com.br/blog/elienaicabral/?POST_1_22_A+TRICOTOMIA+DO+HOMEM.html
http://www.ajesus.com.br/



24 de fev de 2015

NÃO PREGUE SE...


NÃO PREGUE SOBRE ORAÇÃO, se você não a faz com frequência.
Jesus deixou exemplo sobre oração : “A sua fama, porém, se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades.
Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava. (Lucas 5:15-16).
E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. (Lucas 6:12)
E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz à multidão que eu sou?(Lucas 9:18)

NÃO PREGUE SOBRE SUBMISSÃO, se você é um poço de discordâncias.
O Escritor da epístola aos Hebreus  recomenda : “Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Hoje te gerei.
Como também diz, noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque.
O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.
Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.
E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;” (
Hebreus 5:5-9)

NÃO PREGUE SOBRE HUMILDADE, se você estiver com o coração cheio de soberba e orgulho, apenas disfarçando o exterior, mas com o interior carcomido pela desgraça alheia.
Paulo sob divina revelação do Espirito Santo escreve aos filipenses: “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. (
Filipenses 2:1-8)

NÃO PREGUE SOBRE HONESTIDADE, se você atrapalha-se com seus compromissos e negociações, se você tende a enganar outros, se você não cumpre com seu horário de trabalho, se você é fantasminha em alguma repartição publica, se você mata a maior parte do seu tempo em negócios ilícitos.
Paulo ensina aos irmãos de coríntios sobre esta conduta pecaminosa: “Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”. (2 Coríntios 8:21)  
Honestidade é parte de dois mandamentos. A Bíblia diz em Êxodo 20:15-16 "Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." 

NÃO PREGUE SOBRE RESPEITAR  AUTORIDADE  CONSTITUIDA,  se você fica nas redes sociais postando charges depreciativas sobre o governo, igreja ou qualquer instituição governadas por autoridades eclesiásticas ou governamentais.
Paulo escreve aos irmãos romanos sobre tal pratica: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus”. (Romanos 13:1)
Veja esta recomendação de Paulo a seu discípulo Tito :“Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra;
Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.
Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros”.(
Tito 3:1-3)

Graça , paz & Bem

Marcos Serafim Silva

  

23 de fev de 2015

QUEM É ELE?

POR PR.RICARDO GONDIM


Quem foi o personagem que varou séculos, agora milênios, como referência humana e encarnação do Divino?
O que há de especial com o filho de uma camponesa, noiva de um carpinteiro? Esse homem só saiu da obscuridade aos trinta anos, não deixou uma só linha escrita para a posteridade. Sua mensagem, entretanto, foi tão excelente que ao vivê-la, homens e mulheres escapam da mediocridade.
Quem na verdade foi aquele andarilho judeu que viajou pela Palestina visitando leprosos em sepulcros, acolhendo crianças nas praças e se detendo diante do clamor dos mendigos?
Quem foi o estudioso da Torá que ousou relativizar a letra da lei para perdoar uma mulher acusada de adultério? De onde veio sua coragem de se incompatibilizar com a elite religiosa que dominava o templo? Por que ele não se acovardou diante do rei marionetado pelo império, a quem chamou de raposa?
O que o tornou inspiração de pescadores, a maioria iletrados e pobres? Como ele se notabilizou como o alento dos escravos, a estrela da manhã dos marginalizados e a âncora dos escorraçados? Por que ele se mostrou dócil com os pecadores e implacável com os religiosos?
Quem era ele, de verdade?
Tais perguntas varam o tempo, intrigam os historiadores, confundem os filósofos, perturbam as mentes mais críticas.
No requinte do pensamento de Rousseau, ele deveria ter sido desmascarado como mera idealização do messias esperado pelos judeus. Na acidez do niilismo de Nietzsche, ele merecia jazer na prateleira dos falsos ídolos, que nascem da carência humana de criar muletas. Na pena odiosa dos neo-ateus, ele não passa de um homem perturbado com suas alucinações.
As questões insistem. O que faz com que ele continue amado por milhões? Tema da canção de ninar sussurrada pela mãe quando embala o filho. Argumento que anima o dependente químico a sair do vício. Anseio nos lábios do favelado da Índia, na canção do negro dos Estados Unidos, no grito de liberdade do imigrante fatigado.
Ele é Jesus, o nazareno, o filho do homem, o amigo dos pecadores, a pedra de esquina, o cordeiro.
Na antiguidade, várias religiões contaram lendas e transmitiram mitos sobre a visita de algum Deus. Quando se tomou conhecimento que o Verbo se fazia carne e que Deus nascia entre homens e mulheres, a história não era inédita. Babilônicos, gregos e romanos tinham versões semelhantes.
Jesus, entretanto, contradisse os precedentes históricos por sua pobreza. Ele não veio Titã, herói. Seu nascimento se deu em meio à dúvida e inquietações de seu próprio pai. José, temeroso e incrédulo, precisou que um anjo o ajudasse a aceitar o ineditismo da situação.
Deus chorou numa noite qualquer, que jamais conseguiremos cravar no calendário. Apenas um punhado de pastores notou seu berço numa manjedoura.
Na infância, Jesus foi exilado no Egito. Em algum campo de refugiados, certamente sem água e com um mínimo de comida, o menino sofreu como qualquer um. Depois, passou a maior parte de sua existência no mais absoluto anonimato. Na vida, partilhou o cotidiano penoso de seus conterrâneos. Sem precisar ostentar força, enfrentou as agruras de uma sociedade injusta sem se valer de poderes sobrenaturais. Ele não nasceu sabendo, mas aprendeu no que sofreu.
Deus se fez gente não para se impor, não para se exibir, não para reivindicar nada, não para coagir. Ele participou de nossa humanidade como um igual. Em nosso ambiente, conviveu tanto com nossa dor como com nossa alegria.
Deus abriu mão das epifanias espetaculares. Entre nós, não quis reivindicar uma religião superior, mas construir seu tabernáculo no coração das pessoas. Ele entrou na história para que saibamos: antes de buscarmos a Deus, ele nos busca primeiro.
Ele instruiu seus seguidores a não adorá-lo, apenas imitá-lo. Eles não precisam colocá-lo em um pedestal, mas percebê-lo no rosto de que tem fome, sede, e está nu.
Quando Deus desejou falar conosco, fez-se gente. Jesus é a metáfora divina que se humanizou, a poesia celestial que se vertebrou, o verso deslumbrante que se adensou e a música delicada que se encarnou. Agora podemos tratar Deus como Emanuel – aquele que está conosco.


Soli Deo Gloria

FONTE : http://betesda.com.br/quem-e-ele-2/  

20 de fev de 2015

Não pregue se.....

NÃO PREGUE PERDÃO, se você não souber o real significado da palavra.  Jesus disse: “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem”. (Mateus 23:3)

NÃO PREGUE MISERICORDIA, se você não tem condições de exercê-la. Jesus disse: Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; (Mateus 23:4)  

NÃO PREGUE SOBRE VIVER NA VERDADE, se seu coração está cheio de inveja, querendo ocupar o lugar que foi dado a outrem. Jesus disse: “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”.(Mateus 23:28)

NÃO PREGUE BONS COSTUMES, se você é um radical extremista.  Jesus disse: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança”. (Mateus 23:25)

NÃO PREGUE SOBRE SANTIDADE, quando na verdade seu coração está cheio de cobiça, e imoralidade. Jesus disse aos fariseus vocês fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,
E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas”. (
Mateus 23:5-6)   

NÃO PREGUE SOBRE PECADO, quando seu coração vive cheio dele, julgar  é bem mais fácil.  Jesus disse “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia”. (Mateus 23:27), Jesus ainda vai além e diz: "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração”.(Mateus 5:27-28)    

AGORA SE VOCÊ NÃO TEM PECADO ATIRE A PEDRA.....  


N’ELE